G20 teme que alta do petróleo prejudique crescimento

Os membros do G20, reunidos em sua cúpula anual na província chinesa de Hebei, concordaram hoje que uma alta contínua dos preços do petróleo pode pôr em risco a economia mundial."Há um consenso que altas maiores nos preços do petróleo podem representar um risco importante para o crescimento econômico, como a inflação, por exemplo", declarou Martín Redrado, governador do Banco Central da Argentina.Nesse caso, "seriam tomadas medidas mais restritivas do ponto de vista monetário", disse Redrado após participar da sessão do G20 dedicada aos riscos da economia mundial.De acordo com ele, até agora a alta do petróleo não se traduziu em efeitos inflacionários, mas existe esse risco caso essa tendência, que parece não parar, continue.Pedido por aumento da produçãoChina e EUA, dois dos maiores importadores de petróleo do mundo, também participaram da reunião, que reúne ainda alguns dos mais importantes produtores de petróleo.Antes do encontro, alguns analistas manifestaram seu desejo de que o G20 peça aos produtores que invistam seus enormes lucros no aumento da produção diante de um futuro déficit. Além disso, pediram que países que controlam o investimento estrangeiro no setor, como a Arábia Saudita, a Rússia e o México, o abram ao exterior.Participantes do grupoOs países do G20 representam 90% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e 80% do comércio internacional e se uniram neste fórum em 1999, a pedido do G7 (sete países mais industrializados).O G20 é composto por Brasil, Argentina, Austrália, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Coréia do Sul, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Turquia, Reino Unido, Estados Unidos e pela Presidência da União Européia (UE).Além disso, participam como observadores o Banco Mundial (BM) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

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