G20 vai focar-se menos em 'guerra cambial', diz autoridade canadense

Autoridades das Finanças das principais economias do mundo vão se concentrar menos em "guerras cambiais" nas reuniões desta semana, apesar da recente atenção sobre a agressiva política monetária do Japão, de acordo com uma autoridade sênior do Ministério das Finanças canadense nesta terça-feira.

Reuters

16 de abril de 2013 | 16h37

Questionada sobre como ministros das Finanças e membros de bancos centrais do G20, grupo que reúne as principais economias do mundo, vão reagir ao imenso programa de compra de bônus japonês e o impacto sobre suas divisas, a autoridade sugeriu que questões cambiais não ocupam lugar tão proeminente na agenda de discussões quanto na última reunião em Moscou em fevereiro.

A reunião do G20 ocorre em Washington na quinta-feira e na sexta-feira.

Continua havendo uma necessidade de ajustes coordenados a taxas de câmbio para nutrir uma recuperação econômica mais forte, disse a autoridade, que falou sob condição de anonimato, sem identificar quaisquer países.

O Canadá apoia as ações do Japão para impulsionar sua economia e o G20 busca garantir que as medidas adotadas por todos os países tenham como objetivo afetar apenas suas economias domésticas e não as taxas de câmbio externo para ganhar vantagem competitiva.

Os Estados Unidos, por outro lado, alertaram o Japão na semana passada de que estão acompanhando sua política econômica para garantir que ela não tenha o objetivo de depreciar o iene.

O Banco do Japão, banco central do país, lançou recentemente um imenso programa de compra de bônus para tentar afastar sua economia da estagnação. A medida reduziu fortemente o valor do iene e autoridades japonesas fizeram algumas declarações no ano passado que sugeriam que era possível que o país mirasse depreciar sua moeda.

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