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G7 suaviza tom sobre apreciação da moeda chinesa

O Grupo dos Sete países mais industrializados suavizou levemente neste sábado seu tom em relação à moeda chinesa, o yuan, e como já se previa não mencionou outras moedas, como o iene ou a libra esterlina. O grupo afirmou não gostar do excesso de volatilidade do mercado, prometeu monitorar de perto os mercados de moedas estrangeiras e também adotar medidas apropriadas, usando uma linguagem quase idêntica ao comunicado de seu último encontro, em outubro. O G7 moderou seu tom sobre a China em um esforço para reparar o estrago surgido de uma disputa por causa de comentários dos Estados Unidos de que o governo chinês está manipulando sua taxa de câmbio. Autoridades do G7 disseram que a nova linguagem visa mostrar solidariedade em relação às medidas da China para superar a crise e evitar prejudicar as discussões do G20 em março e abril, das quais tomarão parte autoridades chinesas. "Nós saudamos as medidas fiscais da China e o comprometimento permanente do país de se encaminhar para uma taxa de câmbio mais flexível, que deve levar à contínua apreciação do Renminbi (o yuan) em termos efetivos", disse o grupo em um comunicado depois do encontro. Em comparação, o comunicado de outubro "encorajava" os chineses a permitir a valorização da moeda. SEM VOLATILIDADE Autoridades europeias expressaram preocupação sobre as ameaças do Japão de tomar medidas em relação ao iene forte. Elas também estão preocupadas com o enfraquecimento da libra esterlina. "Os mercados de câmbio estão muito voláteis", disse o presidente do Eurogroup, Jean-Claude Juncker. O G7, grupo que inclui Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Canadá, Estados Unidos e Japão, afirmou estar de olho em qualquer agitação excessiva nos mercados. "Volatilidade excessiva e movimentos desordenados em taxas de câmbio têm implicações adversas para a estabilidade econômica e financeira", acrescentou o comunicado. "Continuamos a monitorar de perto os mercados de câmbio e cooperar quando for preciso." O ministro das Finanças do Japão, Shoichi Nakagawa, disse que o comunicado do G7 mostra que o grupo combaterá em conjunto alterações bruscas nas moedas.

ANNA WILLARD, REUTERS

14 de fevereiro de 2009 | 17h26

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