G8 busca soluções para a alta do petróleo e poupa Opep

Os ministros da área energética dospaíses do Grupo dos Oito buscaram soluções internas no domingopara fazer frente aos preços recordes do petróleo, falando danecessidade de eficiência doméstica em lugar de aumentar aspressões sobre a Organização dos Países Exportadores dePetróleo (OPEP) para que aumente a produção de óleo cru. O preço do petróleo teve seu maior salto da história nasexta-feira, subindo mais de 10 dólares em um dia e chegando aorecorde de mais de 139 dólares por barril. Pressionados pela crescente insatisfação popular em seuspaíses, por um lado, e, por outro, a necessidade de investirbilhões em energia verde para reduzir as emissões mundiais decarbono, os ministros do G8 propuseram poucas idéias novas paraos chefes de Estado analisarem em sua cúpula marcada para opróximo mês. "Com relação à eficiência e diversificação energética,todos reconhecemos que grandes avanços estão sendo feitos, masque é preciso fazer mais", disse Gary Lunn, ministro dosRecursos Naturais do Canadá. Num grupo que abrange desde o maior consumidor mundial depetróleo, os EUA, até o segundo maior exportador, a Rússia,poucos esperavam que a reunião resultasse em medidas capazes defrear a alta dos preços do petróleo, que começou há seis anos ese intensificou este ano, na medida em que os investidorestemem que o mundo terá dificuldade em produzir a commodity emquantidade suficiente para satisfazer a demanda nas próximasdécadas. Mas sua mensagem pareceu refletir a crescente aceitação deque os países consumidores terão que encontrar maneiras demoderar sua própria demanda, focando em tecnologia, conservaçãoe diversificação em lugar de pressionar a Opep para bombearcada vez mais petróleo, como sugeriu o primeiro-ministro daAustrália. O grupo de ministros do G8, mais China, Índia e Coréia doSul, países que, juntos, consomem dois terços da energia domundo, disseram que compartilham "preocupações graves" com ocusto do petróleo. Analistas disseram que eles estão no rumo correto. Toshinori Ito, analista sênior da UBS Securities Japan,disse: "Este é um avanço no rumo correto e vai melhorar oequilíbrio entre oferta e demanda no médio e longo prazo, masnão terá um impacto imediato sobre os preços." "O preço do petróleo está subindo não devido a algumaescassez de oferta, mas devido à liquidez maciça", disse ele,referindo-se ao fluxo de fundos financeiros para os mercados,auxiliado pelos juros baixos. O G8 é composto pelos EUA, Grã-Bretanha, Canadá, França,Alemanha, Itália, Rússia e Japão. O preço do petróleo dobrou no último ano e subiu 44 porcento desde janeiro, obrigando países em desenvolvimento comoÍndia e Indonésia a elevar os preços dos combustíveis, enquantoos países mais ricos estudam como abrandar o impacto do custocrescente da energia sobre os setores vulneráveis de suaspopulações.

OSAMU TSUKIMORI E CHIKAFUMI HODO, REUTERS

08 de junho de 2008 | 10h18

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