G8 conclama Irã a responder a pacote de incentivo positivamente

Os países-membros do Grupo dosOito (G8) conclamaram o Irã, na sexta-feira, a aceitar umpacote de incentivos proposto por países do Ocidente que atéagora não conseguiram convencer os iranianos a limitar suasatividades nucleares. O Irã afirma que seu programa de enriquecimento de urânio éexclusivamente civil e visa apenas à geração de eletricidade,mas outros governos suspeitam que o país esteja tentandodesenvolver armas atômicas. Três governos europeus, junto com a China, a Rússia e osEUA, ofereceram um pacote de incentivos aos iranianos em trocado abandono de seu programa nuclear. "Nós conclamamos o Irã a responder ao plano atualizado deincentivos de uma forma construtiva", disseram os chanceleresdos países-membros do G8 em um comunicado divulgado após umencontro de dois dias ocorrido em Kyoto (Japão). O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, teria dito naquinta-feira que os "inimigos" do Irã nunca conseguiriamimpedir as atividades nucleares do país. Autoridades iranianascostumam referir-se aos EUA e a seus aliados europeus como"inimigos". Na segunda-feira, a União Européia (UE) aprovou novassanções tendo por alvo empresas e indivíduos supostamenteligados aos programas nuclear e balístico iranianos. Entre asmedidas inclui-se o congelamento dos bens do maior banco doIrã, o Banco Melli. Em resposta, o país islâmico disse que retiraria seus bensda UE. Os ministros das Relações Exteriores dos países do G8também conclamaram o Irã a ser mais cooperativo ao lidar comseus vizinhos regionais. Governos ocidentais acusam os iranianos de bloquearem oprocesso de paz no Oriente Médio e de fomentarem a violência noIraque e no Afeganistão. "Nós também conclamamos o Irã a agir de forma maisresponsável e construtiva na região, especialmente no que dizrespeito ao processo de paz do Oriente Médio e à estabilidadeno Iraque e no Afeganistão", disseram. Os ministros acertaram dar continuidade à postura dual, queenvolve sanções e oferta de incentivos, nos esforços parasolucionar as desavenças em torno do programa nuclear iraniano,afirmou o comunicado. (Reportagem de Isabel Reynolds)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.