G8 expressa 'forte preocupação' com alta mundial de alimentos

Grupo de países ricos pede que nações com estoques suficientes liberem reservas para quem precisa de ajuda

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

08 de julho de 2008 | 08h52

Os líderes do G8 (grupo dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia) expressaram nesta terça-feira, 8, temores sobre a ameaça que a alta dos preços dos alimentos e do petróleo representa para a economia mundial. "Nós expressamos nossa forte preocupação sobre os elevados preços das commodities, especialmente do petróleo e dos alimentos, à medida que representam um sério desafio para o crescimento mundial estável", disseram os líderes, em comunicado.  Veja também:De olho na inflação, preço por preçoEntenda os principais índicesEntenda a crise dos alimentos    "Estamos profundamente preocupados com a possibilidade de a forte alta dos preços dos alimentos globais, somada a problemas de disponibilidade em um número de países em desenvolvimento, ameaçar a segurança global por alimentos", disse o G8 em comunicado.  O grupo pediu que os países com estoques suficientes de alimentos liberem parte de suas reservas para as nações que precisam de ajuda para lidar com a disparada dos preços. "É imperativo suspender as restrições à exportação" que prejudicam as compras humanitárias de alimentos, afirmaram os líderes.  "Também pedimos que os países com estoques suficientes de alimentos tornem parte de seu excedente disponível para os países necessitados nesse período de forte alta dos preços, o que contribuirá também para que não haja distorção nos mercados", continuou o comunicado.  Os líderes destacaram ainda que a capacidade de produção e refinamento de petróleo precisa ser ampliada para diminuir os preços da commodity. Eles pediram esforços adicionais para aumentar a eficiência energética e diversificar as fontes de energia. Emissões Também nesta terça o primeiro-ministro do Japão, Yasuo Fukuda, anunciou que as maiores economias industrializadas do mundo aceitaram reduzir a emissão de gases poluentes em 50% até 2050. O anúncio foi feito durante o segundo dia de reunião da cúpula anual do G8, no Japão.  Segundo Fukuda, o grupo pediu para alguns países, em particular, o estabelecimento de metas de médio prazo para diminuir as emissões dos gases responsáveis pelo aquecimento global.  Câmbio Alguns líderes ressaltaram a necessidade de cooperação entre as nações ricas e os países em desenvolvimento no que diz respeito ao câmbio estrangeiro. Segundo eles, as taxas de câmbio, os mercados financeiros em geral e os preços dos recursos naturais estão "muito relacionados" e medidas estruturais de longo prazo podem ser necessárias para combater os problemas nessas áreas. O grupo concordou também em concentrar esforços para finalizar com sucesso a Rodada da Doha na Organização Mundial do Comércio (OMC), informou a agência Kyodo News, citando autoridades japonesas.  (com Deise Vieira, da Agência Estado)

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