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G8 mostra preocupação com choque de commodities

As nações mais ricas do mundoalertaram no sábado que os preços elevados das commoditiespodem abocanhar um pedaço do crescimento econômico, mas nãoanunciaram um plano para acalmar os mercados ou abrandar osprotestos sobre o custo dos combustíveis e dos alimentos. O câmbio não foi discutido na reunião dos ministros daEconomia do G8 em Osaka, no Japão, e analistas dizem que odólar deve recuar na segunda-feira. Um pedido da Itália por regulação para diminuir aespeculação nos mercados futuros de petróleo encontrouresistência dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha. Muitos ministros aparentaram mais preocupação com odesaquecimento das economias atingidas pela crise de crédito doque com o aumento dos preços. "Os preços elevados das commodities, especialmente depetróleo e alimentos, representam um sério desafio paraestabilizar o mundo, têm sérias implicações para os maisvulneráveis e podem aumentar a pressão inflacionária global",afirmaram os ministros em um comunicado. O secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson,disse que o petróleo caro pode estender o desaquecimento dosEUA; o Fundo Monetário Internacional (FMI) falou em prolongadafraqueza econômica; e o comissário econômico da União Européia,Joaquin Almunia, alertou sobre a estagflação dos anos 1970 emuma entrevista a um jornal japonês. O G8 reconheceu a dificuldade em sustentar o crescimentoapós problemas no setor imobiliário dos EUA gerarem uma criseglobal de crédito. O risco dos preços recordes do petróleo e de alimentoscontagiar salários e outros custos tornou "as escolhas depolítica mais complicadas", acrescentou o grupo. (Com reportagem adicional de Yoko Nishikawa, Hideyuki Sano,Tetsushi Kajimoto, Francesca Landini, Sumeet Desai, Yuzo Saekie Satomi Noguchi)

GLENN SOMERVILLE E ERIC BURROUGHS, REUTERS

14 de junho de 2008 | 10h11

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