G8 pede diálogo para diminuir preço do petróleo

Líderes pedem aos produtores de petróleo e aos consumidores que 'conversem' para diminuir commodity

Efe,

08 de julho de 2008 | 03h58

Os líderes do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais industrializados e a Rússia) expressaram nesta terça-feira, 8, sua preocupação com o alto preço do petróleo e dos alimentos, e com as conseqüentes pressões inflacionárias, que representam "um sério desafio" para a economia mundial. Veja tambémMerkel destaca progressos do G8 sobre a mudança climática  Ao término de sua sessão da manhã em Hokkaido (norte do Japão), os países mais ricos do mundo pediram às nações produtoras de petróleo e às consumidoras que "dialoguem" para diminuir o preço da commodity, segundo informou a agência local Kyodo. Os líderes de Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá, Japão e Rússia assinalaram que estão dispostos a aumentar seus "esforços" para combater a escalada do barril de petróleo, que chegou a ser negociado a um preço recorde de US$ 145, segundo um porta-voz da Presidência japonesa. Indicaram que essa situação, unida aos altos preços dos alimentos e das matérias-primas, representam um "sério risco" para o crescimento mundial, mas precisaram que "não são pessimistas" sobre a situação econômica. A maioria dos líderes do G8 se mostrou otimista sobre a previsão econômica, apesar de admitir que atualmente existem certas "incertezas". Além disso, os governantes das economias mais poderosas do mundo se mostraram a favor de completar "de forma bem-sucedida" a Rodada de Doha para a liberalização do comércio, em uma reunião que será realizada no final deste mês em Genebra. Segundo fontes japonesas, espera-se que nesta terça-feira mesmo se divulguem vários comunicados do G8 sobre a crise alimentícia, o desenvolvimento da África e o regime de não-proliferação nuclear. Durante o almoço, os países analisarão a mudança climática e tentarão aproximar as diferentes posições de Estados Unidos, Japão e das nações européias. Finalmente, a agenda das reuniões desta terça-feira incluirá debates sobre questões políticas como a Coréia do Norte, Afeganistão, Zimbábue e o processo de paz no Oriente Médio.

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