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Gabas: desonerar folha tem 'impacto zero' na Previdência

O secretário executivo do Ministério da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, afirmou nesta sexta-feira que a desoneração da folha de pagamento tem "impacto zero" no déficit da Previdência. De acordo com Gabas, todos os recursos que faltariam por conta das desonerações são computados no orçamento da Previdência como transferência do Tesouro. "Isso está na lei", disse, após almoço promovido pelo Conselho Regional de Economia (Corecon), em São Paulo.

CARLA ARAÚJO, Agencia Estado

07 de junho de 2013 | 16h05

Segundo ele, é difícil calcular qual seria o valor que a Previdência perderia com as desonerações. "A situação está sempre mudando. Às vezes, entra setor e às vezes, sai. Apesar de que só tem entrado." Gabas também afirmou que, por isso, os cálculos são apenas fotografias de um momento. "Mas a expectativa é que, nos três primeiros meses deste ano, tenha sido algo em torno de R$ 5 bilhões."

O secretário executivo do Ministério da Previdência Social disse que a proposta do senador Romero Jucá (PMDB-RR) de reduzir o valor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pago pelo patrão sobre o salário dos empregados domésticos de 12% para 8% ou 9%, não estava nos planos da pasta. "Além da redução do INSS, vamos ter um gasto maior com benefícios que não estavam previstos, como auxílio-acidente e salário-família", exemplificou, ressaltando que, como secretário, o papel dele não é fazer críticas. "O que passar (no Congresso), caberá à presidente Dilma (Rousseff) sancionar."

Convite

Gabas afirmou que não assumirá a Secretaria Executiva do Ministério da Fazenda. "Eu não vou para a Fazenda, não tenho convite. As pessoas é que me nomeiam", disse. Conforme o secretário executivo do Ministério da Previdência, se houvesse um convite, no entanto, ele ponderaria. "Sou um cara que aceito qualquer desafio", afirmou.

Gabas comentou ainda a questão da demanda das centrais sindicais para o fim do fator previdenciário. "Acabar com o fator simplesmente põe em risco o futuro da Previdência. Não e possível acabar com o fator e não colocar nada no lugar." Segundo ele, a fórmula 85/95 quase foi fechada durante a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Fizemos debates com as centrais, em 2010 eu era ministro, mas não houve consenso", lembrou. Para Gabas, a situação econômica atual é muito difícil e a prioridade da presidente Dilma Rousseff e conter a inflação, manter o emprego e estimular o crescimento do País.

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