Gabinete da Itália aprova reforma trabalhista

O gabinete de governo da Itália aprovou ontem o polêmico projeto de reforma trabalhista proposto pelo primeiro-ministro Mario Monti. O conselho de ministros acatou o projeto, cujos detalhes serão agora ajustados antes da sua apresentação ao Parlamento, informou o governo, por meio de nota.

ROMA , O Estado de S.Paulo

24 de março de 2012 | 03h07

O projeto de lei deverá ser apresentado ao Parlamento dentro de algumas semanas.

"O gabinete aprovou hoje (ontem) uma proposta de reforma trabalhista que há muito tempo vem sendo esperada pelo país e pela Europa", informa a nota. "O projeto foi debatido com parceiros sociais com o objetivo de criar um mercado de trabalho mais dinâmico, flexível e inclusivo, capaz de contribuir com o crescimento e melhorar o desenvolvimento e a competitividade dos negócios."

Ontem, a CGIL, a maior central sindical da Itália, convocou uma greve de oito horas contra a reforma trabalhista, depois que o governo decidiu levar a ideia adiante, mesmo sem um apoio amplo.

O principal ponto de divergência é uma alteração do artigo 18 da Lei Trabalhista da Itália, que permitiria às empresas com mais de 15 funcionários demitir por razões disciplinares ou econômicas.

O empresariado italiano está alinhado com o governo quanto à mudança no artigo, mas os sindicatos advertem que a alteração acarreta grande risco de causar desemprego em massa num momento de instabilidade econômica no país.

Benefícios. De acordo com o governo, a reforma deve acelerar o crescimento econômico da Itália, criar empregos mais estáveis e ajudar as empresas italianas na questão da competitividade. A expectativa é que a reforma também colabore para o país reduzir a dívida, hoje em 120% do Produto Interno Bruto (PIB).

O primeiro-ministro italiano se comprometeu a vigiar possíveis abusos, mas insistiu que as companhias não serão forçadas a recontratar os trabalhadores demitidos por questões econômicas. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.