Gabrielli confirma que Petrobrás pesquisa se há pré-sal na Bahia

Empresa vai perfurar na região da desembocadura do rio Jequitinhonha, em busca de reservas na camada

Leonardo Goy, da Agência Estado,

25 de setembro de 2009 | 10h00

O presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, confirmou que a empresa está fazendo pesquisas no litoral da Bahia para investigar se pode haver petróleo na camada pré-sal. Questionado por uma repórter se poderia haver pré-sal na Bahia, como anunciou nesta semana o governador do estado, Jaques Wagner, Gabrielli respondeu: "pode ser, estamos lá pesquisando, tem que perfurar para ver".

 

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Gabrielli está nesta sexta-feira, 25, na sede do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Consea) onde dará palestra sobre o pré-sal. No início da semana o governador Jaques Wagner havia anunciado que a Petrobrás está fazendo pesquisa na costa baiana, na região da desembocadura do rio Jequitinhonha, em busca reservas no pré-sal.

 

Treinamento

 

O presidente da Petrobrás disse que para viabilizar a produção petrolífera da camada pré-sal será necessário treinar 243 mil profissionais, até 2016. "São profissionais que vão trabalhar na cadeia de suprimentos que irá atender nossos projetos", disse Gabrielli.

 

Durante o discurso, Gabrielli enfatizou várias vezes a necessidade de se aumentar a capacidade de produção da indústria brasileira de fornecedores de equipamentos para o setor de petróleo. "Precisamos combinar a aceleração de nossas compras com custos menores", afirmou.

 

Logística

 

Para Gabrielli, o maior desafio para a produção petrolífera na camada pré-sal será logístico, por causa das complexas operações para transportar equipamentos, pessoal e também para escoar o óleo e o gás natural que serão produzidos nas plataformas, a serem instaladas a 300 quilômetros da costa.

 

O presidente da Petrobrás disse que para resolver a questão do transporte do gás, a empresa já está estudando a hipótese de construir inéditas unidades flutuantes de liquefação do gás. Assim, uma vez convertido para estado líquido, o gás poderia ser transportado por navios, tanto para terminais, no Brasil, quanto para exportação. Gabrielli mencionou que a Petrobrás também terá de comprar, num primeiro momento, algumas dezenas de helicópteros para transportar o pessoal. Ele ponderou, no entanto, que as plataformas do pré-sal serão menos habitadas do que as atuais. Segundo ele, hoje a Petrobrás transporta, por meio de helicópteros 40 mil passageiros por mês para as suas plataformas marítimas.

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