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Gabrielli: crise afetou debate para explorar pré-sal

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, admitiu hoje que a crise econômica global afetou o debate interno do governo sobre mudanças no marco regulatório do setor petrolífero para a exploração da camada pré-sal. Ao ser questionado por jornalistas sobre o motivo da perda de fôlego em torno do assunto, Gabrielli respondeu: "A conjuntura mundial mudou".

LEONARDO GOY, Agencia Estado

25 de março de 2009 | 15h09

Há meses o governo vem adiando a reunião final da comissão interministerial - integrada por Gabrielli - que definirá quais modelos de regras serão sugeridos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Antes da explosão da crise econômica, em setembro do ano passado, o pré-sal e o "novo modelo" do setor estavam entre as principais pautas do governo. Com a crise e a queda do preço internacional do petróleo, o ritmo dos debates na comissão formada pelo governo arrefeceu. Gabrielli não respondeu quando será a próxima reunião da comissão interministerial.

Gabrielli disse também que a exploração e produção de petróleo na camada pré-sal é viável com a cotação internacional entre US$ 40 e US$ 50 o barril. Em audiência pública na Câmara, para falar sobre o planejamento estratégico da empresa nos próximos cinco anos, Gabrielli ressaltou o baixo nível de risco na exploração do pré-sal. "Achamos petróleo em 16 dos 16 poços que furamos", disse. Gabrielli também reiterou que a Petrobras só mudará o preço da gasolina e do diesel nas refinarias quando o preço internacional estabilizar. "Haverá mudança no preço assim que tivermos clareza sobre o comportamento futuro do mercado", disse.

Greve

O presidente da Petrobras disse que espera que antes de sexta-feira a greve nas refinarias da empresa termine. "Estamos negociando alterações nas propostas apresentadas para tentar achar uma saída e desejamos que a greve acabe antes de sexta-feira", afirmou Gabrielli. Segundo ele a adesão à greve é "relativamente grande". Ele reafirmou, porém, que a mobilização dos funcionários não tem impacto significativo na produção. "É uma greve geral, com parcialidade em alguns momentos, mas os volumes afetados são pequenos. Não há impacto para os consumidores", disse Gabrielli.

Ele afirmou, contudo, que ontem dois terminais da estatal tiveram problemas por causa da greve. A situação já foi normalizada hoje, explicou.

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