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Gabrielli dá sinais de que preço da gasolina não cairá

Presidente da estatal defendeu o preço atual e disse que a tendência para os preços internacionais é de alta

LEONARDO GOY E CELIA FROUFE, Agencia Estado

24 de março de 2009 | 13h10

Mesmo sem admitir diretamente, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, sinaliza nesta terça-feira, 24, desde o início da audiência pública no Senado que, pelo menos por enquanto, a Petrobras não vai reduzir o preço da gasolina nas refinarias. Em diferentes momentos de sua exposição ou ao responder perguntas dos senadores, Gabrielli defendeu o preço atual e, mais do que isso, disse que a tendência para os preços internacionais da gasolina é de alta e não de baixa. "O preço da gasolina aponta para alta nos próximos três a quatro meses", disse.

 

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Gabrielli também afirmou que o preço praticado nas refinarias brasileiras está em linha com o de outros países. Segundo ele, a diferença paga a mais na bomba dos postos de combustíveis se deve aos impostos que incidem sobre os combustíveis e também à margem de lucro das distribuidoras.

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) chegou a ironizar que a BR Distribuidora, pertencente à Petrobras, é uma das maiores distribuidoras do País. Gabrielli, entretanto, respondeu dizendo que a BR tem cerca de 30% do mercado.

Ao defender os preços praticados pela Petrobras, Gabrielli disse que o litro da gasolina na refinaria custa menos do que um litro de água engarrafada. Ele disse ainda que a alta do dólar pesa no preço dos combustíveis e afirmou que a média da cotação do petróleo no primeiro trimestre foi de US$ 46 o barril, mas que agora o barril já está na casa dos US$ 54. Os senadores da oposição, entretanto, mantiveram a posição de que o preço da gasolina no Brasil está acima da média internacional.

 

Gabrielli disse ainda que a companhia está absorvendo prejuízos com o aumento dos custos e não está aumentando o seu lucro. "Não é correto dizer que estamos explorando o povo", argumentou após ser questionado pelos parlamentares sobre se os consumidores estariam pagando a diferença entre os preços dos combustíveis, nos mercados interno e externo.

Gabrielli afirmou que o aumento do custo de produtos vendidos em relação ao preço do petróleo manteve-se praticamente estável, de 2002 a 2008 (respectivamente em 63,9%, 55,2%, 58,6%; 56,4%; 60%; 61,2% e 67,8%) e que esta seria uma evidência da absorção dos custos pela Petrobras.

Ele disse também que desde 2002 o preço do petróleo tipo Brent subiu 292% em dólar e que, no mesmo período, o avanço da receita operacional líquida da empresa foi de 236%, enquanto o custo dos produtos vendidos foi de 256%. "Essa é a nossa política: não repassamos os preços internacionais, que variam", afirmou.

Gabrielli deu como exemplo o preço futuro do contrato de diesel cotado perto das 14 horas de ontem. O papel com vencimento em abril estava cotado em US$ 464 por metro cúbico, o de maio em US$ 472; o de junho, em US$ 482 e em julho em US$ 491. Gabrielli explicou que minutos depois essas cotações haviam variado muito no mercado futuro. "Não podemos acompanhar esses preços. Não podemos fazer isso no mercado brasileiro", disse.

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