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Gabrielli defende retomada do grupo de trabalho com a Bolívia

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, confirmou nesta quarta-feira que participará amanhã da reunião com o vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, o presidente da República, Luiz Inácio da Silva, e os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, e de Minas e Energia, Silas Rondeau. Gabrielli vai defender a retomada das discussões dos três grupos de trabalho criados em maio, após reunião entre representantes dos dois países, realizada em La Paz. Os grupos têm a função de negociar o período de transição no processo de nacionalização das reservas de petróleo e gás da Bolívia, a indenização que cabe à Petrobras e as condições de operação da produção.A última reunião dos grupos de trabalho, segundo o presidente da Petrobras, ocorreu em junho deste ano. Depois desta data, os representantes bolivianos não compareceram aos encontros agendados. Gabrielli reiterou que o grupo teria até novembro para concluir as negociações. "Do ponto de vista diplomático, a relação entre Brasil e Bolívia é de países vizinhos. Não há guerra", afirmou. Em seguida, disse que na reunião de amanhã, em Brasília, discutirá as condições da Petrobras na Bolívia após a Lei de Hidrocarbonetos. "Queremos retomar as negociações porque é possível encontrar uma solução negociada", disse.Sobre a reivindicação do governo boliviano de aumentar o preço do gás natural exportado para o Brasil, Gabrielli reiterou que está valendo o contrato assinado pelos dois países, que prevê reajustes trimestrais de acordo com a cotação internacional de uma cesta de óleos. Com base nesse contrato, haverá um novo aumento de preço no dia 1º de outubro.O executivo descartou mais uma vez a possibilidade de interrupção no fornecimento de gás da Bolívia em razão dos protestos dos índios pertencentes à Assembléia do Povo Guarani (APG). "O governo boliviano está acompanhando o assunto de perto", afirmou. Os índios ameaçam fechar uma válvula do gasoduto da Transierra. "Nem os índios ameaçam suspender o abastecimento de gás, nem a Transierra tem essa expectativa", disse.O presidente da Petrobras esteve em Belo Horizonte na sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) para apresentar o plano de negócios da companhia 2007-2011, que prevê aporte de US$ 87 bilhões. A intenção da Petrobras, segundo ele, é comprar de fornecedores brasileiros o equivalente a US$ 50 bilhões.

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