Gabrielli: desafio maior para o pré-sal será logístico

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse hoje que o maior desafio para a produção petrolífera na camada pré-sal será logístico, por causa das complexas operações para transportar equipamentos, pessoal e também para escoar o óleo e o gás natural que serão produzidos nas plataformas, a serem instaladas a 300 quilômetros da costa. Gabrielli disse que para resolver a questão do transporte do gás, a Petrobras já está estudando a hipótese de construir inéditas unidades flutuantes de liquefação do gás.

LEONARDO GOY, Agencia Estado

25 de setembro de 2009 | 12h29

Assim, uma vez convertido para estado líquido, o gás poderia ser transportado por navios, tanto para terminais, no Brasil, quanto para exportação. Gabrielli mencionou que a Petrobras também terá de comprar, num primeiro momento, algumas dezenas de helicópteros para transportar o pessoal. Ele ponderou, no entanto, que as plataformas do pré-sal serão menos habitadas do que as atuais. Segundo ele, hoje a Petrobras transporta, por meio de helicópteros, 40 mil passageiros por mês para as suas plataformas marítimas.

Capitalização

Gabrielli disse também que depois que for aprovado o projeto de lei que autoriza o processo de capitalização da companhia, deverá ser realizada "de forma imediata" uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para aprovar a proposta entre os sócios da operação. Segundo ele, a reunião deverá ser marcada em até 45 dias após a aprovação do projeto "ou menos do que isso", disse Gabrielli, depois de participar de palestra no Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea).

O presidente da Petrobras disse ainda que para viabilizar a produção petrolífera da camada pré-sal será necessário treinar 243 mil profissionais até 2016. "São profissionais que vão trabalhar na cadeia de suprimentos que irá atender nossos projetos", disse Gabrielli. Durante o discurso, Gabrielli enfatizou várias vezes a necessidade de se aumentar a capacidade de produção da indústria brasileira de fornecedores de equipamentos para o setor de petróleo. "Precisamos combinar a aceleração de nossas compras com custos menores", afirmou.

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