Gabrielli e Schwartsman batem boca sobre Petrobras

O economista-chefe do Santander, Alexandre Schwartsman, questionou o resultado para o Tesouro do processo de capitalização da Petrobras, durante palestra do presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, no seminário "Cenários da Economia Brasileira e Mundial em 2011", na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

SABRINA VALLE, Agencia Estado

21 de fevereiro de 2011 | 12h58

Gabrielli explicava que a Petrobras pagou R$ 74 bilhões pelo direito de produzir 5 bilhões de barris de petróleo cedidos pelo governo. Ele acrescentou que o Tesouro Nacional, que é acionista da Petrobras, comprou R$ 32 bilhões a menos em ações, o que gerou uma diferença em caixa para a empresa.

"Se isso não é caixa, eu não sei o que é caixa", disse Gabrielli, ao que foi interrompido por Schwartsman. "Caixa é o dinheiro que entra em caixa, não é promessa", disse o economista. "Não é promessa nenhuma, é fato", rebateu Gabrielli. "Cadê o dinheiro?", retrucou Schwartsman. "Tá no Tesouro", disse Gabrielli. "Ah, é?", perguntou o economista, causando risos na plateia do evento. "Só na cabeça dos contadores do Tesouro", completou.

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