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Gabrielli não acredita em ameaça argentina contra Petrobras

Estatal terá racionamento, caso Brasil não reduza as importações de gás da Bolívia para ceder aos argentinos

Tânia Monteiro e Marina Guimarães, da Agência Estado,

22 de fevereiro de 2008 | 15h28

A ameaça feita pela Argentina sobre um possível racionamento O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse não acreditar em uma possível retaliação do governo argentino pelo fato de o Brasil se opor à proposta de reduzir as importações de gás da Bolívia, para ceder à Argentina.  Veja também:Brasil precisa de 'cada molécula' do gás boliviano, diz GabrielliGás deve dominar pauta do 1º encontro de Lula e CristinaArgentina ameaça racionar gás para unidade da Petrobras A guerra do gás   Fontes do Ministério de Planejamento argentino chegaram a anunciar à imprensa que poderiam retaliar a Petrobras no País, com o corte de gás para suas petroquímicas. "Nós não acreditamos (em retaliação)", afirmou Gabrielli. "As nossas relações na Argentina, com o governo argentino, são muito boas. As relações do governo argentino com a Petrobras, na Argentina, são muito boas e vamos continuar com o diálogo e posições adequadas de negociação com o governo argentino", disse Gabrielli.Ele lembrou que a Bolívia tem um contrato assinado com o Brasil, cuja validade se estende até 2019, reiterando que o País precisa dos 30 milhões de metros cúbicos por dia. "O que nós informamos aos governos brasileiro, boliviano e argentino é que esta necessidade de gás da Bolívia é uma necessidade do mercado brasileiro. Não é da Petrobras", avisou ele. E insistiu: "a Bolívia vende gás às distribuidores no Brasil. Portanto, temos uma responsabilidade com o mercado brasileiro, antes de tudo. E o mercado brasileiro, neste momento, tem necessidade plena do gás que nós estamos trazendo da Bolívia".Para justificar o aumento do consumo de energia no Brasil, que exige o uso dos 30 milhões de metros cúbicos de gás, Gabrielli salientou que, embora o consumo do ano passado tenha sido muito menor, nos últimos seis meses aumentou 600%. Somente, no domingo de carnaval, atingiu a geração de 4 mil megawatts (MW). "Isso não quer dizer que a Petrobras não seja sensível às necessidades do mercado elétrico da Argentina. Isso significa, portanto, que a Petrobras está disposta, conjuntamente com o Brasil, a analisar algumas possibilidades de fornecimento elétrico à Argentina em momentos emergenciais viabilizando geração elétrica no Brasil, adicional à necessidade do Brasil, para exportação para a Argentina", afirmou.

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