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Gabrielli não discute nova lei e Minc defende Petrobras

"A Petrobras vai lá, investe, e depois que descobre algo, todo mundo quer. Assim também não dá", disse Minc

Kelly Lima, da Agência Estado,

15 de agosto de 2008 | 14h43

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, não quis comentar as possíveis mudanças nas regras de exploração do petróleo na área do pré-sal, onde foram feiras as últimas descobertas. Em entrevista após participar do lançamento do programa Petrobras Ambiental, Gabrielli apenas sinalizou: "não vou discutir sobre isso pela imprensa". Por outro lado, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, fez referência direta ao assunto: "A Petrobras tem que ser fortalecida e não enfraquecida. Qualquer medida para diminuir o escopo da Petrobras tem que ser repensada. É preciso ter cautela neste assunto", disse Minc no seu discurso.  Veja também:Deus não nos deu pré-sal para continuar burrice, diz LulaEntenda as discussões sobre as mudanças na Lei do Petróleo Lula diz que petróleo da área pré-sal é do povoPaís pode ter o terceiro maior campo de petróleo do mundoA maior jazida de petróleo do País O ministro do Meio Ambiente ainda criticou a possibilidade de as reservas descobertas pela Petrobras não ficarem nas mãos da estatal: "A Petrobras vai lá, vai lá, investe, e depois que descobre algo, todo mundo quer. Assim também não dá", disse. Logo depois, ao ser abordado por jornalistas, ele diminuiu o tom, dizendo que não participa das decisões e que sua opinião revelou apenas uma posição pessoal e não como ministro. Do lado de fora da sede da empresa no Rio, o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, o Sincopetro, posicionou um carro de som para criticar o que chamam de uma "nova privatização do petróleo". Além disso, pregou nas grades da fachada do prédio faixas e cartazes que retomam o discurso dos anos 50 com a frase "O petróleo é nosso".  Gabrielli, contudo, descartou que a queda do valor de mercado da Petrobras tenha acontecido por conta dos rumores sobre as possíveis mudanças nas regras e afirmou que a "queda do valor de mercado está associada à queda do barril de petróleo como um todo". "Caiu com a Shell, caíram todas as empresas do mundo", argumentou. Para ele, há "muita especulação no curto prazo" em relação às possibilidade de mudança no marco regulatório. "Os investidores estão olhando tudo isso muito no curto prazo e neste período há especulação demais".  "Ainda não conhecemos o pré-sal" O presidente da Petrobras fez questão de destacar as dificuldades da extração do petróleo na área do pré-sal e admitiu que para as novas áreas sem concessão há a necessidade um novo marco regulatório. Indagado sobre a possibilidade de a Petrobras vir a investir sozinha no pré-sal, ele lembrou que "são muitos recursos necessários para desenvolver a região, já que é uma província extremamente grande e o conhecimento que se tem dela é extremamente limitado". "Portanto, dizer quanto se precisa para investir é muito difícil. Nós temos identificação de volumes sobre em Tupi e achamos que é possível desenvolver Tupi, dentro do programa que já temos anunciado, com testes previstos para março de 2009". Ele destacou que "o problema é o que ainda não conhecemos no pré-sal (os blocos sem identificação de volumes) e que devem ser tratados de maneira diferenciada".

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