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Gabrielli sobre a gasolina: 'O que não sobe, não baixa'

Questionado hoje por jornalistas por que até agora o preço da gasolina ainda não caiu no mercado doméstico, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, foi taxativo: "porque não subiu. O que não sobe, não baixa". Mas ele admitiu que os preços dos combustíveis poderão sofrer alteração, sem falar em prazos. "Há previsão de reajuste. Quando, eu não sei. Vai depender da estabilidade do mercado internacional", disse.

CELIA FROUFE, Agencia Estado

24 de março de 2009 | 16h35

Durante entrevista coletiva após participar de audiência pública no Senado, Gabrielli voltou a sinalizar, no entanto, que esse ajuste não virá tão cedo. Isso porque, segundo ele, é preciso levar em conta o comportamento de três variáveis que atualmente seguem instáveis: o valor do real perante o dólar, a cotação do petróleo no mercado internacional e o preço do diesel e da gasolina no mercado externo. "Nos últimos quatro meses, esses itens variam muito intensamente a cada dia, mas tendem a ter estabilização. Uma vez que estabilizem, precisamos mudar o preço interno", argumentou.

A avaliação de longo prazo do presidente da Petrobras é a de que o preço do petróleo externamente continue a ter elevação. Para o curto prazo, que Gabrielli delimitou entre três e seis meses, não há uma estimativa clara para o preço da commodity, enquanto gasolina e diesel apontam um aumento dos preços nos próximos quatro meses. "Isso não quer dizer que o mercado brasileiro não tenha uma redução (de preço)", disse, explicando que qualquer ajuste dependerá da reação entre as expectativas e os preços praticados em maio de 2008, última data do reajuste.

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