Galeão e Confins entram em nova fase

Iniciativa privada assume controle dos aeroportos, que ainda estão em obras; mudanças devem demorar

Daniela Amorim/Rio, Marcelo Portela/ Belo Horizonte, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2014 | 02h38

Os aeroportos do Galeão, no Rio, e de Confins, em Belo Horizonte, entraram ontem em uma nova fase, com o início do controle privado. Para os passageiros, a esperança é que os velhos problemas sejam enfim solucionados e os terminais possam se tornar confortáveis e eficientes.

As mudanças, porém, não serão imediatas. Ontem, no Galeão, o vaivém de operários no saguão denunciava que o aeroporto ainda é um grande canteiro de obras, dentro e fora dos terminais de embarque e desembarque.

Algumas alterações cosméticas já foram feitas. A sinalização foi trocada, os tetos foram reparados e plantas foram colocadas em algumas áreas comuns. Também começaram a funcionar os postos de informação nas áreas de desembarque e foram inaugurados dois fraldários remodelados, entre os quatro previstos.

"Está mudando. Antes não tinha nem banco para sentar lá fora, não tinha flores, era meio mórbido", lembrou o auxiliar de passageiro, Paulo Lima. Mas a lista de problemas é longa, como máquinas automáticas de check-in enguiçadas, passagens interditadas, fiações expostas e esteiras rolantes desativadas. "O terminal 2 ainda está melhor do que o terminal 1, mas não é bom o suficiente", sentenciou o australiano Andrew Bruckin, profissional do ramo de mineração.

O consórcio Rio Galeão é formado pela Odebrecht Transport e Changi Airports International, com uma fatia de 51%, e Infraero, com os 49% restantes. O plano do grupo é investir R$ 5 bilhões no Galeão nos 25 anos de concessão.

Confins. No caso de Confins, a mudança mais perceptível ontem foi o aumento nas taxas de embarque (de R$ 21,57 para R$ 23,37 nos voos domésticos e de R$ 38,18 para R$ 41,40 nos voos internacionais), que já havia sido definido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em maio. Também foram instalados pontos de informação que servem como uma espécie de "ouvidoria" para receber reclamações e sugestões dos usuários.

Na prática, as mudanças que terão mais impacto no dia a dia de quem passa pelo aeroporto devem ocorrer a partir do início do ano que vem. Este é o prazo previsto para a conclusão das obras de ampliação do terminal 1, que foram iniciadas pela Infraero e deveriam ter sido finalizadas antes do início da Copa do Mundo.

A ampliação elevará a capacidade do aeroporto dos atuais 10,3 milhões para 11,8 milhões de passageiros por ano. Até abril de 2016, o consórcio BH Airport terá de entregar o terminal 2, cuja construção está prevista para ser iniciada ano que vem, e que permitirá o uso do terminal por mais de 20 milhões de passageiros por ano.

O BH Airport, formado pelo grupo CCR e pela Zurich Airport International, além da Infraero, que é minoritária, prevê investimentos de R$ 3,5 bilhões nos 30 anos de concessão.

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