Galeão e Confins passam ao controle da iniciativa privada

Empresas que venceram disputa pelos aeroportos situados no Rio e em Minas Gerais prometem mudanças a partir de hoje

Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2014 | 02h04

RIO - Os aeroportos internacionais Tom Jobim (Galeão), no Rio, e Tancredo Neves (Confins), em Minas Gerais, estão a partir de hoje sob o comando da iniciativa privada, com promessas de melhorias imediatas. As empresas tiveram ontem o aval da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para explorar os terminais.

Desde a assinatura do contrato em abril até ontem, os consórcios que ganharam o leilão em novembro apenas acompanhavam o trabalho da Infraero, estatal que até 2012 comandou a operação de todos os terminais do País. Agora, os grupos ficarão encarregados da operação e terão assistência da estatal por um período que deve durar de três a seis meses, até a entrega definitiva.

No Rio, o consórcio Rio Galeão planeja dobrar o número de pontes de embarque de passageiros, criando 26 pontos até abril de 2016 por meio da construção de uma área chamada Píer Sul, anexa ao Terminal 2. O consórcio vai investir R$ 5 bilhões nos 25 anos de concessão, dos quais R$ 2 bilhões até a Olimpíada, daqui a dois anos.

O presidente da Rio Galeão, Luiz Rocha, anunciou mudanças já para hoje, como internet rápida (gratuita por 30 minutos), dois novos balcões de informação com atendimento bilíngue, reorganização das filas de táxi, câmeras de segurança nos estacionamentos e melhorias na limpeza. "A partir de amanhã (hoje) iniciamos intervenções constantes que vão melhorar o aeroporto gradativamente."

O executivo espera que o Galeão recupere o título de "porta de entrada" de turistas no Brasil. O consórcio tem realizado reuniões na Europa e na Ásia para atrair novos voos.

Os investimentos planejados até a Olimpíada ainda incluem a construção de quatro novos andares de estacionamento, com 2,7 mil vagas, e de 68 novos balcões de check-in. O número de lojas também será ampliado. O pátio de aeronaves terá mais 500 mil metros quadrados, com 47 novas vagas para aviões, e a sinalização será renovada.

Mesmo com todo esse esforço, Rocha garantiu que nada muda para os usuários em termos de preço. "Tarifas aeroportuárias são controladas e regulamentadas pela Anac. Os investimentos que serão feitos não terão nenhum impacto." O consórcio Rio Galeão é formado por Odebrecht Transport e Changi Airports International, que detêm 51%, e Infraero, com 49%.

A construção de um terceiro terminal no Rio, que chegou a ser apresentada pelo consórcio, foi descartada ontem.

Para o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Moreira Franco, os investimentos em infraestrutura aeroportuária ajudarão a reduzir o "custo Brasil". "Vamos aumentar a capacidade do País de crescer, vamos permitir que a infraestrutura baixe o custo Brasil."

Em Minas, o consórcio BH Airport, formado pelo Grupo CCR e pelas concessionárias dos aeroportos de Zurique (Suíça) e Munique (Alemanha), além de Infraero, também detalhou ontem os planos da concessão, que tem duração de 30 anos. O grupo assume hoje a operação do aeroporto de Confins.

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