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Galeão muda de donos e de perfil

Consórcio que venceu a disputa pelo aeroporto assume comando no dia 12, com a meta de dobrar as receitas comerciais do terminal

ANTONIO PITA / RIO, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2014 | 02h02

Com a missão de modernizar infraestrutura e operações, o Consórcio Aeroporto Rio de Janeiro assume o terminal do Galeão, ainda sob supervisão da Infraero, no próximo dia 12. As obras que prometem ampliar a capacidade de voos e "reproduzir o life style (estilo de vida) carioca" só serão concluídas em 2016.

Até lá a concessionária terá o desafio de alavancar as receitas para fazer valer o investimento de R$ 19 bilhões de outorga pagos ao governo. A meta é dobrar as receitas comerciais, que hoje representam cerca de 25% do faturamento, com novas franquias e serviços.

Já no próximo mês, serão duas novas opções de alimentação. Mas a ambiciosa estratégia comercial, ainda em elaboração, também estuda atrair grandes redes de varejo, hotel e até um centro de convenções no entorno do aeroporto. Para suportar tantas transformações, o consórcio - formado por Odebrecht Transport, Changi Airports e Infraero - espera para setembro o desembolso de parte do financiamento do BNDES, com valor superior a R$ 1 bilhão.

"No primeiro momento, é fundamental a estratégia comercial para, no curto e médio prazos, podermos alavancar mais as receitas. A equação é um composto de variáveis, um equilíbrio dinâmico entre as receitas comerciais e aeroportuárias", diz Sandro Fernandes, novo diretor comercial do aeroporto. Segundo ele, a meta é chegar entre 40% e 50% em 20 meses.

A partir daí, quando o terminal deve inaugurar as primeiras reformas, com novas pontes e áreas de embarque, o foco será ampliar as operações de voos e rotas com as companhias aéreas. "São duas alavancas para brincar com a equação. A mais rápida é trazer mais comércio, mais serviços, mais opções de compra. O incremento de rota demora mais, mas quando você traz mais voos, essa equação começa a mudar", completa.

Franquias. Os primeiros movimentos começam junto com a nova operação do terminal. As franquias Café Suplicy e 365 Deli, rede peruana que já atua em Guarulhos, ocuparão cinco pontos de vendas nos dois terminais do Galeão. O diferencial, para a concessionária, será o atendimento bilíngue, o perfil gourmet dos produtos e a agilidade, com tempo máximo de espera de 90 segundos. Cerca de 400 contratos atualmente em vigor poderão ser revistos para se adequar à nova configuração do aeroporto.

As mudanças serão implementadas de acordo com o cronograma das obras, que prevê ainda um prédio de estacionamentos e um novo pátio de aeronaves. As reformas foram iniciadas no último mês, segundo o consórcio. O conceito que marcará a experiência do passageiro na arquitetura e configuração do terminal será "uma extensão da calçada de Ipanema", conta Fernandes.

"O posicionamento do aeroporto terá duas vertentes: o life style carioca, que o mundo vem buscar e conhecer em Copacabana, Ipanema, Leblon. Mas com uma abertura global, sofisticado sem ser rígido ou elitista", explica o executivo.

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