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Galp e Petrobrás fazem parceria

As duas empresas vão produzir biocombustível e explorar aéreas de petróleo na costa pernambucana

Ângela Lacerda, RECIFE, O Estadao de S.Paulo

30 de novembro de 2007 | 00h00

A companhia portuguesa Galp e a Petrobrás vão investir juntas na produção de biocombustíveis e na procura de novas reservas de petróleo na costa pernambucana. De acordo com o diretor da área internacional da Galp, Fernando Gomes, já foi assinado o documento de criação da Brasgalp, que será formalizada em janeiro do próximo ano. Em entrevista, ontem, no Palácio do Campo das Princesas, no Recife, ao lado do governador Eduardo Campos (PSB), Gomes não quis mencionar o valor dos investimentos, mas adiantou que a Brasgalp terá capital 50% da Galp e 50% da PetrobrásA empresa se compromete a não produzir biocombustível com base em alimentos. "Não vamos usar produtos alimentícios, como soja ou milho", adiantou Gomes, ao indicar a mamona e o pinhão manso como as fontes a serem pesquisadas e produzidas.O executivo garantiu que o objetivo da Brasgalp não será entrar em conflito com o que já vem sendo desenvolvido na área no País. "Será um investimento complementar", comentou. A expectativa do diretor é que a Brasgalp entre em operação em 2010, com uma produção de 900 mil toneladas de óleo. A meta é exportar o biocombustível para a Europa. De Pernambuco sairá o óleo, o refino será feito em Portugal. PETRÓLEOA exploração da costa pernambucana em busca de petróleo, conforme divulgado na terça-feira pelo Estado, será realizada pela Galp em consórcio com a Petrobrás, por meio da Petrogal. O contrato será assinado até dezembro e em janeiro devem ter início os trabalhos, que representam investimento de US$ 50 milhões.Serão foco de pesquisa três blocos da Bacia Paraíba-Pernambuco, localizados no mar pernambucano e arrematados na 9ª Rodada da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Somente daqui a três anos se saberá se a costa de Pernambuco tem reservas. A partir daí, de acordo com o resultado dos estudos, é que se começará a furar poços de prospecção - cada um deles representa gasto de US$ 120 milhões. Fernando Gomes está otimista. "Há boas possibilidades, segundo avaliações técnicas de geocientistas da Galp e da Petrobrás", afirmou, ao destacar que a Galp está no negócio em Pernambuco por bons indícios de crescimento. Não é "por opção política". Ele vê perspectivas de abertura de novas fronteiras energéticas tanto por meio da Petrogal como da Brasgalp.

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