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Galp prevê que Tupi pode ter até 30 bi barris de petróleo

Empresa portuguesa explora o campo em consórcio com a Petrobras; estimativa está em linha com a da estatal

João Caminoto, da Agência Estado,

07 de fevereiro de 2008 | 11h10

A Galp Energia confirmou nesta quinta-feira, 7, que o poço petrolífero de Tupi, na Bacia de Santos, tem reservas estimadas entre 12 a 30 bilhões de barris de petróleo, informa a edição online do Jornal de Negócios, de Portugal. A empresa portuguesa participa do consórcio que explora Tupi juntamente com a Petrobras e o grupo British Gas (BG), do Reino Unido.  Em comunicado enviado nesta manhã à Comissão de Valores Mobiliários de Lisboa, a Galp disse que, a exemplo do relatado nesta quinta pelo grupo BG, o poço de Tupi poderá ter até 30 bilhões de barris, cerca de três vezes mais do que previsto anteriormente. "Esta estimativa, apresentada hoje pela BG Group, está alinhada com o comunicado realizado pela Petrobras, a 8 de Novembro de 2007, onde se estimava o volume recuperável de óleo leve e gás natural entre cinco a oito milhões de barris de petróleo equivalente", disse a BG. Hoje, o grupo britânico de energia BG Group elevou suas estimativas para as reservas de hidrocarboneto do campo Tupi, localizado na costa brasileira, para o equivalente de 12 bilhões a 30 bilhões de barris, acima de sua estimativa anterior entre 1,7 bilhão e 10 bilhões de barris ao dia. A estimativa da Petrobras para o volume recuperável no poço é de cinco a oito milhões de barris de petróleo.  A diferença entre as estimativas é que o volume estimado pela BG para as reservas na área de Tupi referem-se ao óleo "in place" e não óleo recuperável como faz a Petrobras. Isso significa que, enquanto a estatal projeta o volume que pode ser retirado do reservatório, a BG faz o cálculo sobre toda a acumulação de hidrocarbonetos existente no local.  Na prática, explicam geólogos, os dois números acabam sendo semelhantes, já que a média recuperável em um campo comum é de 30% do total "in place". No caso de Tupi, a BG reviu o volume estimado inicialmente, de até 10 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) para os 30 bilhões divulgados nesta quinta, enquanto a Petrobras estima volume entre 5 e 8 bilhões. "Considerando a média recuperável, podemos imaginar que seria possível atingir a um volume recuperável de 10 bilhões de barris", considerou o professor da Coppe, Giuseppe Baccocolli.  Ele lembra, entretanto, que já existem especulações de que o reservatório de Tupi poderia render uma média um pouco menor. O analista da Brascan Corretora, Felipe Cunha, também considera, em relatório divulgado nesta quinta, que os números da BG tratam-se de praticamente os mesmos dos informados pela Petrobras.  Cunha destaca ainda que em sua opinião, os números da Petrobras parecem mais "precisos" devido à expertise da estatal em águas profundas e especialmente na camada pré-sal.  (com Kelly Lima, da Agência Estado)

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