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Ganho de fundos de pensão chega a R$ 5,25 bi em novembro

Com patrimônio líquido de R$ 272 bilhões, os fundos de pensão estão ganhando cada vez mais dinheiro com a alta dos juros dos títulos públicos. Segundo dados da Secretaria de Previdência Complementar (SPC), só no mês de novembro o saldo líquido entre as "variações positivas" e as "variações negativas" de suas aplicações financeiras atingiu R$ 5,25 bilhões, elevando o acumulado no ano para R$ 34,8 bilhões.Em um único mês, portanto, os fundos ganharam quase duas vezes o lucro anual do Banco do Brasil, maior banco do País, que ficou pouco acima de R$ 3 bilhões. Os dirigentes dos fundos de pensão consideram que os resultados líquidos dessas instituições não podem ser computados como "lucros" já que são entidades sem fins lucrativos.Num país onde se diz que um dos grandes problemas é a falta de poupança interna, os dados da SPC mostram que os fundos de pensão estão crescendo em ritmo acelerado nos últimos anos. Ao câmbio atual, o patrimônio dos fundos de pensão equivalem a cerca de US$ 105 bilhões o que representa cerca de metade da dívida externa brasileira. Segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central, a dívida externa brasileira totalizava US$ 203 bilhões no final de novembro.Ganhos por setorAo contrário do registrado até outubro, os maiores ganhos dos fundos de pensão em novembro foram com renda variável, devido à forte valorização das bolsas de valores. Isso indica que dezembro deverá garantir outros ganhos, mas dificilmente o setor conseguirá repetir a excelente performance de 2003, quando os lucros/ganhos líquidos atingiram R$ 49 bilhões, recorde absoluto na história do setor. Os ganhos com renda variável em novembro totalizaram R$ 3,58 bilhões (68% do total), enquanto a rentabilidade dos ativos de renda fixa ficou em R$ 1,632 bilhão.Os investimentos imobiliários e as operações com participantes deram retorno positivo de R$ 42 milhões e R$ 20,6 milhões, respectivamente.No acumulado do ano, porém, os dados da SPC mostram que os elevados juros dos títulos públicos são os principais responsáveis pelos ganhos elevados das fundações, que constituem os maiores investidores do País.Dos R$ 34,8 bilhões de ganhos líquidos, R$ 21,7 bilhões foram com renda fixa (62,33%), R$ 11,4 bilhões com renda variável (32,85%), R$ 1,16 bilhões com investimentos imobiliários (3,34%) e R$ 861 milhões em operações com participantes (2,47%).

Agencia Estado,

21 de fevereiro de 2005 | 18h49

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