Garantia estendida cresce na esteira dos emergentes

Readaptada pelo governo em 2005, a garantia estendida às linhas de eletrodomésticos e eletroportáteis, antes oferecida por prestadoras de serviço, passou a ser vinculada a empresas de seguros. Desde então, o faturamento das empresas que oferecem esse serviço tem crescido fortemente. Na outra ponta, o consumidor hoje dificilmente sai de uma loja com um eletrodoméstico nas mãos sem receber uma oferta para aumentar a garantia de seu produto. No ano passado, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), a movimentação desses seguros chegou a R$ 1,2 bilhão.

Clayton Netz, O Estadao de S.Paulo

23 de março de 2010 | 00h00

Essa movimentação tem chamado a atenção de muitas seguradoras. É o caso da americana Assurant Solutions, que obteve quase metade de seu faturamento de R$ 230 milhões em 2009 com a venda de seguros de garantia estendida. A média de valor de cada apólice da empresa, que mantém parcerias com as redes varejistas Ricardo Eletro, de Minas Gerais, e Insinuante, da Bahia, é de R$ 9.

"A conquista de rendas das classes C e D levou a um número maior de pessoas preocupadas em proteger mais os seus bens", afirma Ricardo Fiuza, presidente da Assurant no Brasil. Segundo Fiuza, uma das atrações da garantia estendida é a troca assegurada para produtos no valor inferior a R$ 300,00. "Não vale a pena consertar esse tipo de produto."

Graças às parcerias com o varejo, as seguradoras que trabalham com a garantia estendida beneficiam-se da existência de um canal de distribuição bem estabelecido. "Conseguimos atingir um público que dificilmente alcançaríamos em outras circunstâncias, como pessoas que não têm conta bancária", diz Valmir Alves da Silva, diretor de negócios massificados da espanhola Mapfre.

Embora a garantia estendida ainda não seja o principal produto da Mapfre, o segmento já representa um valor significativo em seus negócios, representando R$ 100 milhões dos R$ 4 bilhões segurados em 2009. Em 2010, a Mapfre prevê um volume de R$ 150 milhões nessa modalidade.

Responsabilidade

"A regulação com frequência falha porque os reguladores são melhores em criar e anunciar regras do que em fazer com que sejam cumpridas, ou porque quem é regulado consegue driblar as regulações"

LANÇAMENTO

Em 10 meses, Dulce Gusto vira líder em café espresso

A Nestlé decidiu antecipar a expansão da linha de café espresso Dulce Gusto em todo o País para antes do final do segundo semestre de 2010. Motivo: em menos de 10 meses desde seu lançamento, a Dulce Gusto, comercializada apenas em São Paulo e nos três Estados da região Sul, transformou-se num sucesso instantâneo de venda. De acordo com Lilian Miranda, diretora da unidade de negócios responsável pela linha, a Dolce Gusto já responde por 21% das vendas de café espresso no Brasil, estimadas em R$ 140 milhões no ano passado.

Em 10 meses 2

Para Lilian, a aceitação do conceito pelos consumidores foi surpreendente. "Demos a eles a possibilidade de ter em casa o acesso a cafés diferenciados que até aqui só podiam beber , num restaurante ou numa cafeteria", afirma "Hoje, as pessoas chamam os amigos para degustar café espresso, assim como se costuma fazer com um bom vinho." Outros fatores positivos seriam o fácil manuseio da máquina de fazer espresso, e o seu custo, fixado em R$ 599.

EVENTO VIRTUAL

TI faz primeiro encontro nas nuvens no Brasil

Qual é o lugar mais apropriado para reunir empresas e profissionais da área de tecnologia da informação (TI)? Para a IBM, Cisco, HP, Microsoft, Unysis, patrocinadores da primeira edição do Cloud Computing- Virtual Experience, ( Computação em Nuvem- Experiência Virtual, em português) que ocorre nesta terça feira das 9 h às 18h, com inscrições gratuitas no endereço http://tiny.cc/g8pho, o melhor ambiente é a internet. Nos encontros "em nuvem", as palestras, visita a stands e contatos com os demais participantes podem ser feitos normalmente, via computador, com a diferença de que não há a necessidade dos deslocamentos, o que diminui os custos da organização.

MARKETING DE INCENTIVO

Não tem África do Sul, fica com a Bahia

A Top Service, agência de turismo credenciada pela Fifa para vender pacotes corporativos para a Copa do Mundo, na África do Sul, está oferecendo uma versão econômica para empresas que querem premiar funcionários e fazer uma figuração com clientes e fornecedores. Já que o preço do pacote completo de uma semana para a terra de Mandela(passagem,hospedagem e ingressos)sai no mínimo por R$ 14 mil por cabeça, a operadora criou o Mamma África. Apesar do nome, o destino é a Bahia, mais precisamente o resort Iberostar, na Praia do Forte, que sai por R$ 4 mil.

Denise Ramiro denise.ramiro@grupoestado.com.br

Felipe Vanini felipe.vanini@grupoestado.com.br

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.