Garcia: acordo UE/Mercosul depende de acerto industrial

O assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, afirmou hoje que a União Europeia (UE) precisa entender que não fechará com o Mercosul acordos de livre comércio semelhantes aos já assinados com o Chile, Peru e Colômbia, países com uma estrutura industrial menos desenvolvida do que a brasileira. Para que as negociações avancem, pondera, os europeus precisam "moderar um pouco seu apetite no terreno industrial". Garcia informou que está previsto para junho o início das negociações para um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia.

MÔNICA CIARELLI, Agencia Estado

27 de maio de 2010 | 12h47

O assessor especial admitiu ainda que a atual crise nas economias da zona do euro (grupo dos 16 países que adotam a moeda única) torna políticas protecionistas uma "tentação" muito grande. Entretanto, destaca que os governos têm de ser firmes e evitar a criação de barreiras à importação, que podem acabar agravando ainda mais o problema na região. "Protecionismo não é um bom companheiro em momentos de crise. A crise de 29 se tornou ainda mais grave à medida que os países forma protecionistas. Esperamos que o bom senso predomine", concluiu. Garcia participou hoje do III Foro Brasil-União Europeia.

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