Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Garcia diz que Bolívia não matará ´galinha dos ovos de ouro´

O coordenador da campanha do presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Garcia, afirmou nesta quinta-feira que a Bolívia não deverá matar a galinha dos ovos de ouro. Ele fez a afirmação numa alusão à reta final das negociações entre a Petrobras e o governo boliviano em torno dos novos contratos de exploração e produção de petróleo e gás, para adequação aos termos do decreto instituído pelo presidente Evo Morales, de nacionalização desses setores."O Brasil recebe quantidade expressiva de gás boliviano. Portanto, dependemos desse gás, mas a Bolívia também depende muito do nosso mercado e não vejo razão pela qual ela fosse matar a galinha dos ovos de ouro", disse Marco Aurélio Garcia, em entrevista concedida hoje à Rádio Jovem Pan.A "data fatal" prevista pelo governo boliviano para a adequação das companhias estrangeiras aos termos do decreto de nacionalização dos setores de gás e petróleo termina em dois dias - no sábado, dia 28. "Não se trata de ninguém ceder. As informações que tive é que as negociações estão avançando bem e que nós provavelmente teríamos, ou talvez não, assinatura dos contratos no sábado", disse o coordenador da campanha de Lula. E continuou: "Mas, pelo menos, chegaríamos a um acordo de intenções que nos permitirá definir a substância desses contratos."Acordo fechadoGarcia destacou, também, que se realmente o acordo entre Petrobras e governo boliviano for fechado, irá permitir novos investimentos e será um sinal de que há segurança jurídica. "Acredito que a questão do preço do gás vai ser enfrentada com muita moderação e com calma. E se não houver acordo, a Petrobras se retirará da Bolívia e receberá indenização", reiterou. Apesar da afirmação, o coordenador da campanha de Lula diz que o governo brasileiro está "esperançoso de que predomine a razão e que os fatores de política interna não venham a dominar este tipo de negociação".

Agencia Estado,

26 de outubro de 2006 | 18h27

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.