Garibaldi diz não ver razão para criar CPI sobre venda da Varig

O senador enfatizou, no entanto, que não é contrário à instituição das CPIs

Carina Urbanin, da Agência Estado,

06 de junho de 2008 | 20h03

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse nesta sexta-feira, 6, que não vê razões para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a denúncia de tráfego de influência na venda da VarigLog e da Varig ao fundo norte-americano Matlin Patterson e três sócios brasileiros, há cerca de dois anos.   Veja também: ESPECIAL: Veja as turbulências da Varig e entenda as denúncias  Fundo americano processa juiz que atuou no caso Varig Comissão aprova convocação de Denise, Zuannazzi e Teixeira Ex-diretores confirmam pressão sobre a Anac Agência considera ilegal controle de estrangeiros Juiz pede que procuradoria investigue Dilma no caso Varig     "Estamos saindo de uma CPI absolutamente frustrada", disse Garibaldi referindo-se à CPI dos Cartões Corporativos. "E já se cogita a criação de outra?", questionou. "É preciso ter mais cautela".   O senador enfatizou, no entanto, que não é contrário à instituição das CPIs e que as considera um instrumento indispensável de fiscalização. Mas teme a banalização da investigação parlamentar uma vez que "o Senado não tem logrado êxito nesse tipo de iniciativa".   "Peço que as pessoas que a requeiram tenham cautela para não desgastar a instituição parlamentar, que é a mais valiosa instituição de uma democracia", destacou.   Além de pedir cautela, Garibaldi ressaltou a necessidade de se observar outros critérios para a instalação de uma CPI. "Não conheço o mérito da acusação. A CPI tem que ser criada em cima de fato concreto e determinado e amparado em provas robustas. Agora, basta uma notícia de jornal e já se vai pensar na instalação de uma CPI?", questionou. As informações são da Agência Senado.

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