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Garrido: juros tornam atraente compras de títulos

O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Fernando Garrido, afirmou nesta segunda-feira, 28, que as taxas pagas ao investidor estão em queda, mas ainda em patamares elevados, tornando atraente a aquisição de títulos públicos. Segundo ele, a taxa paga no leilão de LTN com vencimento em janeiro de 2018, no dia 6 de março, foi de 12,66% ao ano. No leilão da semana passada, caiu para 12,49%. "Ainda é uma taxa bastante atraente", disse.

RENATA VERÍSSIMO E LAÍS ALEGRETTI, Agencia Estado

28 de abril de 2014 | 16h33

De acordo com Garrido, mesmo os leilões de títulos remunerados pela inflação estão com taxa real menor. No começo do ano, a rentabilidade era em torno de 6,8% ou 6,9%. Agora, a taxa está em 6,5% ou 6,6% nos papéis com vencimentos mais longos, informou Garrido.

"Os investidores acreditam que o ciclo da alta de taxas de juros está perto do fim. Por isso, tende a aumentar os compradores. Eles entendem que os juros estão próximo do pico e estão aproveitando para comprar", avaliou o coordenador.

Garrido informou que a participação de títulos atrelados à selic no estoque da Dívida Pública Federal (DPF) atingiu em março o menor patamar da série histórica. No entanto, segundo ele, deve voltar a subir em abril porque haverá um vencimento forte de títulos prefixados este mês. Com a queda da fatia de prefixados, os títulos atrelados à Selic voltam a ter uma participação maior.

As participações de todos os tipos de papéis no estoque estão dentro das bandas do Plano Anual de Financiamento (PAF), mas podem sair desse intervalo em abril, segundo Garrido, por causa do vencimento dos papéis prefixados. Ele garantiu, no entanto, que os dados irão convergir para as bandas do PAF até dezembro.

Estrangeiros

A participação de investidores estrangeiros na Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) caiu de 17,38% do estoque em fevereiro para 17,28% em março, segundo os dados divulgados pelo Tesouro Nacional. Em valores absolutos, houve um pequeno aumento: passou de R$ 343,18 bilhões para R$ 343,86 bilhões. "Houve queda no porcentual porque aumentou mais a participação de outros grupos", afirmou o coordenador-geral de operações da Dívida Pública, Fernando Garrido.

O grupo Previdência apresentou alta na participação do estoque da DPMFi, passando de 16,99% para 17,1% no período. As instituições financeiras também elevaram a participação no estoque, de 28,9% em fevereiro para 29,6% em março. A fatia nas mãos dos fundos de investimento caiu de 21,67% para 20,94%. "Bancos e instituições de previdência foram os que mais compraram", resumiu Garrido.

Esses dados, que normalmente são divulgados no relatório mensal da dívida pública, antes da entrevista coletiva, foram informados neste mês por Garrido. O documento foi divulgado de forma incompleta, sem as informações sobre a participação de investidores estrangeiros e mercado secundário. Garrido se desculpou e explicou que ocorreu um atraso no processamento dos dados.

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