Gás: Bolívia terá receita adicional de US$ 144 milhões

O ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, estimou nesta quinta-feira, 15, que seu país terá uma receita adicional de US$ 144 milhões por ano com os acordos fechados com o governo brasileiro sobre o gás natural.Segundo ele, US$ 44 milhões virão do aumento de US$ 1,19 para US$ 4,20 por milhões de BTU no valor pago pelo gás natural pela TermoCuiabá. Outros US$ 100 milhões virão do pagamento que a Petrobras fará pelo valor calorífico adicional gerado pelos gases mais nobres embutidos no gás comprado pelo Brasil.Villegas afirmou que o governo de seu país assegura, após a mudança no critério de cálculo do preço do gás vendido ao Brasil, o fornecimento do produto ao mercado brasileiro. "Asseguramos fornecimento de gás ao Brasil. O Brasil não deve ter a menor dúvida de que o contrato de fornecimento será respeitado", declarou Villegas. "Nós queremos, assim, estreitar a nossa relação energética com o Brasil."A rigor, a mudança abranda a pressão da Bolívia para que o preço do metano seja elevado a US$ 5,00 por milhão de BTUs. Também abre margem para que a Bolívia assuma o compromisso de acelerar o registro do contrato firmado entre a Petrobras e a Yacimientos Petrolíferos Fiscales de Bolívia (YPFB) no dia 28 de outubro.Engavetado nos últimos quatro meses, esse contrato traz um novo marco jurídico para os empreendimentos da Petrobrás na Bolívia depois da nacionalização dos recursos energéticos daquele país. Matéria alterada às 11h23 para acréscimo de informações

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