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Gás de botijão tem aumento médio de 15% nas refinarias a partir desta terça-feira

Estimativa é de que o preço do botijão de 13 kg ao consumidor suba entre 4% e 5%, ou cerca de R$ 2

Reuters

01 Setembro 2015 | 09h04

RIO - A partir desta terça-feira, 1º, já começa a entrar em vigor um novo preço do gás de botijão, mais caro. A Petrobrás informou às distribuidoras de gás que o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), também conhecido como gás de botijão, ficará em média 15% mais caro nas refinarias, de acordo com o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo.

Segundo o Sindigás, a Petrobrás não reajustava os preços do botijão desde 2002. Como o reajuste de preços é nas refinarias, o aumento aos consumidores pode ser diferenciado, dependendo de fatores de mercado, custos, logística e distribuição.

"O Sindigás esclarece que, como os preços são livres em todos os elos da cadeia e o mercado tem autonomia para fixá-los, a alta do preço do produto nas refinarias aumenta a pressão de custos sobre o GLP para o consumidor final", afirmou o sindicato em nota.

Uma fonte da Petrobrás afirmou que o impacto do aumento para o consumidor e a inflação será "baixíssimo". A estimativa é de que, em média, o preço do botijão de 13 kg ao consumidor suba entre 4% e 5%, ou cerca de R$ 2. "Para formar preço final entram ainda impostos, isenções, margem de revenda, e achamos que o impacto para consumidor e para a inflação serão mínimos", afirmou a fonte em condição de anonimato.

O aumento faz parte da política de recomposição de preços da estatal, de acordo com a fonte, que garantiu que, por enquanto, "não há necessidade de mexer nos preços de diesel e de gasolina" no mercado interno. A Petrobrás importa de 30% a 35% do gás de botijão que atende o País.

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