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Gás de cozinha não ficará mais caro, garante sindicato

O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), Sérgio Bandeira de Mello, disse nesta quarta-feira que "não há uma perspectiva próxima de aumento no preço do gás de cozinha". Segundo ele, essa manutenção dos preços ocorrerá mesmo com o fato do setor não aumentar a cobrança final do produto há dois anos e de estar com suas margens comprimidas. Bandeira de Mello, que participou da abertura da 2ª reunião do Fórum Permanente do GLP, promovido pelo Sindigás, em Brasília, disse ter conversado na manhã desta quarta com técnicos da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que negaram rumores de aumento recente no preço do gás de cozinha. O que houve em maio, segundo Bandeira de Mello, foi o aumento expressivo no consumo, de 10% a 15%, em relação ao mesmo mês do ano passado, causado por dois motivos: a chegada mais rápida do frio, que aumenta o consumo para aquecimento, e o problema de desinformação de alguns consumidores, que por conta da crise do gás natural boliviano fizeram estoque de botijões com medo de falta do produto. Mello explicou que o GLP - o gás de cozinha - é diferente ao gás natural, porque o primeiro é produzido por processo de refino do petróleo, enquanto que o outro é extraído diretamente do subsolo. Alternativa Bandeira de Mello disse ainda que o gás de cozinha é uma alternativa viável para substituição do gás natural, em diversas aplicações. Ele sustentou que, no caso do consumo residencial, por exemplo, o GLP é mais competitivo, por exigir uma estrutura de distribuição mais simples.Segundo ele, por conta da estrutura de redes de distribuição necessárias para que o gás natural chegue às residência, esse combustível acaba custando algo entre US$ 16 e US$ 18 por milhão de BTU (unidade de medida do produto) para o consumo residencial, enquanto que o GLP, que é distribuído por meio de caminhões, custa entre R$ 12 e US$ 14 por milhão de BTU. Ele ponderou, entretanto, que para o consumo em grande escala, como em siderúrgicas ou termoelétricas, o gás natural é mais barato.

Agencia Estado,

07 de junho de 2006 | 11h01

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