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Gás deve subir de 15% a 25% nos próximos 2 anos, diz estatal

Previsão é da diretora Graça Foster; preço começa a subir em 2008

Leonardo Goy, O Estadao de S.Paulo

21 de novembro de 2007 | 00h00

A diretora de Gás e Energia da Petrobrás, Maria das Graças Foster, disse ontem considerar ''''razoável'''' a aplicação de um reajuste de 15% a 25%, ao longo dos próximos dois anos, nos preços do gás natural para o mercado brasileiro. Apesar de afirmar que o porcentual de aumento ainda não está definido, e reiterar que pode variar de uma região para outra, a diretora disse que ''''certamente'''' haverá um aumento dos preços em 2008.Segundo ela, essa elevação no preço incluirá tanto a correção natural do preço do combustível quanto um aumento real (descontada a inflação) que será diluído entre 2008 e 2009. ''''É necessária uma revisão do preço do gás natural para que possa continuar estimulando os investimentos'''', disse Foster, após participar de audiência pública da Comissão de Infra-estrutura do Senado.Segundo a diretora, mesmo com um reajuste de até 20%, o preço do gás natural permaneceria competitivo. ''''O custo ainda seria inferior ao do óleo combustível.'''' Maria das Graças Foster disse também que a estatal negocia com as distribuidoras nos Estados para que a venda de todo o gás fornecido pela empresa seja feita mediante contratos com as companhias.No início do mês, a Petrobrás cortou parte do fornecimento às praças do Rio de Janeiro e de São Paulo para atender à demanda das usinas termoelétricas pelo combustível. O volume que deixou de ser fornecido era de um gás adicional ao que estava previsto em contrato.Segundo a diretora, a intenção da estatal é a de fechar em três ou quatro meses contratos ''''firmes/flexíveis'''' com as distribuidoras. Isso significa que uma parte menor do volume contratado - ela não disse quanto - poderia ter o fornecimento interrompido para que o gás fosse deslocado para as termoelétricas quando forem acionadas.O ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, que também participou da audiência, disse que o governo federal já conversa com os governos estaduais para que não sejam criados novos incentivos ao consumo do Gás Natural Veicular (GNV). ''''Todo crescimento de consumo tem de ser lastreado em contratos firmes ou flexíveis de fornecimento de gás. Se todo mundo tiver contrato, não vai faltar gás.''''Ele ratificou as recentes declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que a crise no abastecimento de gás no País foi apenas ''''probleminha''''. ''''O que faltou foi uma negociação mais ampla da Petrobrás com as distribuidoras'''', disse o ministro, reforçando a necessidade de serem estabelecidos contratos flexíveis entre a Petrobrás e as distribuidoras.''''A situação estaria fora do normal se as termoelétricas não pudessem ter sido ligadas por falta de gás'''', afirmou.

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