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Gás do AM é novo foco da Petrobrás

Plano estratégico até 2012 inclui Campos de Araracanga e de Juruá, este com a maior reserva do País sem óleo

Nicola Pamplona, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2017 | 00h00

A Petrobrás decidiu retomar o desenvolvimento do Campo de Juruá, na Amazônia, a maior reserva terrestre de gás natural não associado (sem petróleo) do País, de mais de 40 bilhões de metros cúbicos. Juruá foi incluído na lista de projetos prioritários no planejamento estratégico da estatal até 2012.Pelo plano da Petrobrás, anunciado terça-feira, o empreendimento foi ampliado e incluiu o Campo de Araracanga, descoberto em 2006. Juruá foi descoberto em 1978, mas parou por dificuldades no escoamento da produção até os mercados consumidores.Procurada pelo Estado, a empresa não quis dar mais detalhes do novo pólo produtor, localizado na cidade de Carauari, a mais de 700 quilômetros de Manaus, em linha reta, e a 1.700 km por via fluvial. Fontes da companhia informaram que o projeto será conectado ao Campo de Urucu, já em produção, no caminho entre Carauari e Manaus.Esse campo, por sua vez, está sendo interligado a Manaus por um gasoduto de 726 quilômetros. A previsão é que a partir de 2008 o gás de Urucu comece a chegar à capital. O duto foi projetado para transportar até 10 milhões de metros cúbicos por dia. As reservas conhecidas de Urucu, porém, só têm potencial para produzir até 5,5 milhões de metros cúbicos por dia. A capacidade excedente destina-se a novas descobertas na região.Além disso, a empresa analisa a ligação de Urucu a Porto Velho, com capacidade de transporte de 2,5 milhões de metros cúbicos por dia, com o objetivo de abastecer térmicas locais. O projeto, no entanto, perdeu força depois que o governo decidiu construir uma linha de transmissão conectando a capital de Rondônia ao sistema interligado de energia brasileiro, reduzindo a necessidade de geração térmica na região.O pólo Juruá-Araracanga é um dos quatro focos de desenvolvimento da Petrobrás no Brasil nos próximos cinco anos, além das Bacias de Campos, de Santos e do Espírito Santo. Fica na Bacia do Solimões, que abrange mais da metade do Estado do Amazonas e parte do Acre, foco de intensos debates entre ambientalistas e a indústria do petróleo.Políticos do Acre defendem o início dos estudos no alto Juruá, região que teria condições geológicas semelhantes às do Peru.Em 2005, a Petrobrás arrematou, em leilão da Agência Nacional do Petróleo (ANP), cinco áreas na Bacia do Solimões, no entorno de Urucu, que produz hoje 53 mil barris de petróleo por dia. O escoamento é feito por duto até Coari, de onde segue de navio até Manaus. A estatal já havia arrematado outra concessão exploratória na região, também no entorno de Urucu, em 2001.Na licitação de 2005, a bacia atraiu ainda a atenção do grupo argentino Oil M&S, que ficou com 21 concessões, algumas no entorno do Campo de Juruá. A concentração de blocos nas mãos do grupo estrangeiro motivaram a ANP a criar uma regra que limitava, no leilão seguinte, o número de ofertas vencedoras por empresa em uma mesma região. Ainda não há informações sobre os trabalhos exploratórios da companhia argentina na Amazônia.PRODUÇÃO SOBEA Petrobrás informou ontem que a produção nacional de petróleo chegou a 1,815 milhão de barris por dia em julho, 1,7% superior à de julho de 2006. Em nota, a empresa diz esperar um crescimento acelerado da produção nos próximos meses, com a entrada em operação de quatro novas plataformas, com capacidade total de produção de 490 mil barris por dia.

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