Gás fica mais caro a partir de amanhã

O reajuste de 5,9% no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de botijão, para uso industrial e comercial deve começar a chegar ao consumidor amanhã, segundo o presidente da Federação dos Revendedores de GLP (Fergás), Álvaro Chagas. A expectativa do mercado é que novos reajustes sejam promovidos pela Petrobras nos próximos 30 dias, com o objetivo de equalizar o preço do produto à cotação internacional.Para Álvaro Chagas, os revendedores começarão a repassar os preços assim que receberem as novas tabelas, o que começará a ocorrer amanhã. O reajuste é válido para todos os tipos de botijão além do conhecido como P-13, o botijão residencial, de 13 quilos. Ou seja, 30% do mercado, formado basicamente de indústrias, comércio e condomínios residenciais vão sentir o reajuste, que deve ser integral, na opinião do presidente da Fergás."A diferença entre o preço cobrado destes clientes vai aumentar ainda mais em relação ao do consumidor do botijão de 13 quilos, que teve seu preço reduzido há um mês", diz Chagas. O botijão de 45 quilos, por exemplo, tinha um preço médio de R$ 76 em São Paulo, e pode chegar a R$ 80 após o reajuste. O vasilhame de 13 quilos, por outro lado, estava custando, em média, R$ 22,39 na capital do Estado, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP).O reajuste no gás para consumo residencial e industrial foi justificado pela Petrobras como uma equalização do preço à cotação do produto no mercado externo. Este gás é importado e não sofre intervenção do governo. Na sexta-feira, ao anunciar o aumento, a estatal disse que o "reajuste visa alinhar os preços do GLP para uso industrial e comercial aos de mercado, de forma progressiva e integral, ao longo dos próximos 30 dias".Por isso, o mercado espera novos reajustes, uma vez que o preço do GLP continua defasado com relação o mercado externo. Para o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura, os preços internos ainda estão abaixo da cotação internacional, mesmo depois do reajuste de amanhã. A Petrobras não quis se pronunciar sobre o assunto.

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