Gás natural pode ter preços diferenciados

Governo pode dividir entre aquele usado como fonte energética e outro usado por indústrias como matéria-prima

ANDRÉ MAGNABOSCO, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2012 | 03h04

O governo federal pode finalmente atender ao pedido de indústrias brasileiras que defendem a adoção de preços diferenciados ao gás natural utilizado como matéria-prima, e não como fonte energética.

O desfecho positivo passaria pela realização de leilões específicos, em moldes semelhantes àqueles feitos na área de energia elétrica, conforme estudos em curso dentro de um grupo de trabalho que reúne representantes dos ministérios de Minas e Energia, Indústria, Fazenda e Casa Civil, além de outros membros do governo. O gás poderá ser fornecido pela própria União.

A proposta é apenas uma das alternativas em análise, como apurou a Agência Estado, mas é uma das opções consideradas mais viáveis e atrativas por parte da indústria.

Na prática, o governo adotaria um modelo que poderia ser classificado como "venda futura", com a oferta do insumo no médio e longo prazos, a preços mais competitivos. No leilão energético, por exemplo, o A-3 consiste na entrega de energia em um prazo de três anos a contar a partir do certame.

"Garantiríamos o fornecimento daqui a três anos, por exemplo, como um leilão de energia. Essas medidas podem impactar diretamente a questão do preço", afirmou um integrante do governo que pediu para não ser identificado.

O projeto está sendo chamado de leilão estruturante e visa atrair novos investimentos ao País, questão considerada prioritária pelo governo. O foco seriam projetos que utilizam gás natural como matéria-prima, casos de indústrias de fertilizantes e petroquímica. Procurado, o Ministério de Minas e Energia (MME) destacou o trabalho de um grupo de trabalho, mas não confirmou ou desmentiu a possibilidade de realização de leilões de gás com esse perfil.

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