Gasolina a R$ 1,599 na zona Oeste de SP

Pesquisa realizada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), quinta-feira, em 228 postos de gasolina em São Paulo, registrou que 65 estabelecimentos vendiam a gasolina comum a R$ 1,599. Deste total, 15 são dos bairros de Perdizes, Sumaré e Vila Romana. Era um preço médio entre os dois extremos registrados na cidade, onde os valores variavam de R$ 1,370 em Cangaíba a R$ 1,699 na Vila Nova Conceição. Donos e gerentes de postos ouvidos nas zonas leste e oeste, onde se observa maior coincidência nas ofertas, juram que nada foi combinado. "Cartel é quando uma categoria se une para elevar os preços, não para baixar", diz Ronaldo Condomicci, diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro). "Essa baixa é resultado da concorrência", afirma León de Oliveira, proprietário do Posto Caiubi, na Avenida Sumaré. Pressionado pelos postos vizinhos, ele acaba de reduzir a gasolina comum de R$ 1,629 para R$ 1,599. No mesmo bairro, o dono de um posto de gasolina, Dorival Arjona remarcou a bomba com uma redução ainda maior - de R$ 1,790 para R$ 1,599. Há 25 anos no ramo, ele acredita que o preço possa cair mais. Arjona alerta os consumidores para o risco de eventual adulteração de uma gasolina vendida muito abaixo do mercado. "Pode ser gasolina batizada com solvente", adverte ele, apontando o lacre do tanque de seu posto, bandeira BR, a distribuidora da Petrobrás, como prova de garantia e segurança. Campeão de preço baixo nas redondezas, embora acima de outras regiões da capital, o Posto Tambaú, revendedor da BR na Rua Padre Chico, vende a gasolina comum a R$ 1,569 e a supra a R$ 1,599. Em dezembro, o preço mais baixo era de R$ 1,769. "A gente faz uma pesquisa no bairro e vai baixando o que é possível", informa o gerente, que se identificou como Marco Antônio. Dois quarteirões abaixo, na Rua Caiovas com Turiassu, o Posto Bauru também baixou o preço para R$ 1,599 na sexta-feira. "Estávamos cobrando R$ 1,640 tanto pela gasolina comum como pela aditivada, porque a Texaco sempre foi mais cara, por causa da qualidade do produto", explicou o gerente Sérgio Monteiro. A redução, disse ele, foi conseqüência da concorrência forte na região.

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