Gasolina adulterada exige cuidado redobrado

A qualidade do combustível está preocupando os motoristas brasileiros. Alguns postos de gasolina estão recorrendo a misturas ilegais de combustíveis para garantir uma maior margem de lucro. Os estabelecimentos estão misturando solventes industriais, água e adicionando mais álcool anidro do que o permitido por lei. O resultado da adulteração são danos mecânicos e a diminuição da vida útil dos veículos.O chefe de agrupamento de motores do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT-SP), Silvio Figueiredo, destaca que os problemas que os combustíveis adulterados provocam nos veículos variam conforme as substâncias utilizadas na mistura. "Os problemas provocados pela fraude da gasolina dependem do composto químico utilizado na adulteração e da tecnologia e modelo do veículo", afirma. Os principais problemas enfrentados pelos motoristas que abastecem os automóveis com gasolina adulterada são: queda no rendimento do veículo, entupimento do catalisador, vazamentos, motor fundido, corrosão de borrachas e peças não metálicas. Segundo Figueiredo, compostos químicos com alto teor de enxofre, por exemplo, podem provocar problemas no catalisador. Já a mistura de álcool acima do permitido por lei pode provocar um gasto maior de combustível e falhas no motor, avisa. Ele afirma que, a longo prazo, o veículo pode perder a potência e ter uma série de peças danificadas. "O veículo pode perder sua vida útil e sofrer corrosão nas peças do motor, devido à ação dos compostos químicos da adulteração", informa.CuidadosEspecialistas afirmam que a melhor alternativa para não comprar combustível adulterado é abastecer o carro em postos de confiança e tradição no mercado. E sempre desconfiar de preços abaixo do praticado no mercado."Abastecer em postos de tradição no mercado diminui os ricos de problemas com adulteração e fraudes na gasolina", recomenda o chefe de produto da Shell, Leonardo Pontes. Ele também aconselha ao consumidor abastecer o carro em postos que possuem campanhas de certificação de qualidade do combustível.Para o gerente da região Norte e Nordeste da Esso, Glauco Bastos, gasolina com preços bem menores do que a média do mercado pode ser um indicativo de adulteração. "Porém, a gasolina mais cara não significa que não está adulterada. O correto é abastecer num posto de confiança e com programas de qualidade", orienta. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) também recomenda ao consumidor abastecer o veículo em postos de confiança. De acordo com a Agência, os postos têm de informar em locais de fácil visualização os preços dos combustíveis e são obrigados a ter o equipamento necessário para testar o teor de álcool na gasolina. Este teste pode ser solicitado por todos os consumidores. Em caso de adulteração de combustível, o consumidor pode reclamar na ANP (0800 900267).Confira nos links abaixo os programas de fiscalização de qualidade realizado pelas distribuidoras e as dicas do Procon-SP de como ser ressarcido em casos de danos materiais decorrentes da gasolina adulterada.

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