Gasolina atinge recorde nos EUA; estoques abaixo da média

Os contratos de junho da gasolina chegaram a nível recorde no pregão eletrônico da Nymex nesta manhã, atingindo US$ 1,4534 o galão, por conta de preocupações com as condições de oferta do produto frente a uma demanda crescente no mercado americano. Às 8h28 (de Brasília), o contrato valia US$ 1,4510 o galão, alta de 0,05%. Ontem, a gasolina já havia fechado em recorde de alta na Nymex, a US$ 1,4503 o galão, maior nível desde que o contrato foi criado em 1984. No varejo ou nos postos de gasolina norte-americanos a gasolina também é vendida a preço recorde, pouco acima de US$ 2,00 o galão, cerca de 35% acima do ano passado. "A grande questão no momento nos EUA e, numa proporção menor, globalmente é que a capacidade de refino está bastante apertada e a demanda geral no mundo, incluindo nos EUA, surpreendentemente é fortemente elevada por todos os combustíveis motores", disse um especialista em Hong Kong. Estoques abaixo da média As considerações sobre o desequilíbrio entre a oferta e demanda de gasolina e petróleo continuam puxando também os contratos de petróleo. Investidores citavam a informação do relatório do Departamento de Energia dos EUA, divulgado ontem, segundo o qual a utilização da capacidade das refinarias caiu na semana passada em relação a anterior, sugerindo que os estoques não crescerão o suficiente para atender a demanda do feriado do Dia da Memória, dia 31 de maio, que marca o início do período das férias de verão. O pico de consumo de gasolina nos EUA concentra-se entre o feriado do Dia da Memória e do Dia do Trabalho, no início de setembro. Uma pesquisa da Associação Americana de Petróleo prevê aumento de 3,4% ou 1 milhão no número de carros em viagem de férias este ano. Os estoques de gasolina até a semana concluída em 14 de maio, segundo dados divulgados ontem, estão 2,3% abaixo do mesmo período do ano passado e 3,7% abaixo da média em cinco anos. Analistas dizem que uma possível elevação na produção de petróleo pela Opep no próximo mês não deve ser suficiente para ajudar as refinarias norte-americanas a processar mais gasolina. Mas embora tenha havido pequena retração na utilização da capacidade das refinarias na semana passada, as mesmas trabalham próximo ao limite e a utilização das Reservas Estratégicas de Petróleo, como sugerem alguns deputados norte-americanos, não provocaria queda relevante dos preços. O presidente dos EUA, George W. Bush, disse ontem que é contra a iniciativa. As informações são das agências internacionais.

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