Gasolina da Petrobrás fica mais cara que no exterior

Segundo cálculos do banco Credit Suisse, fim da defasagem do preço do combustível pode tornar desnecessário um reajuste ainda este ano

Karin Sato e Francisco Carlos de Assis, O Estado de S. Paulo

14 de outubro de 2014 | 22h25

A gasolina vendida pela Petrobrás no mercado interno atingiu, nesta semana, um patamar 1% mais elevado que o preço do mercado internacional, segundo cálculos do banco Credit Suisse. E, segundo o banco, a continuação desse atual declínio dos preços internacionais da gasolina até o fim do ano, que é compatível com os preços futuros e de uma taxa de câmbio de R$ 2,50, reduziria a necessidade de um aumento de preços do combustível no Brasil em 2014. 

De acordo com o relatório do banco, a diferença entre o preço internacional e o doméstico da gasolina foi de 17,3% na média de janeiro a setembro e chegou a 24,3% em 25 de setembro.

Essa queda na diferença de preços entre 25 de setembro e segunda-feira, segundo os analistas do Credit Suisse, foi impulsionada por uma queda de 19,2% no preço do combustível no mercado internacional e pela valorização de 1,4% do real no período em análise.

Os preços futuros apontam para uma queda de 3% nos preços da gasolina no mercado internacional em dezembro, na comparação com o patamar atual, implicando em um preço no mercado doméstico 4% mais alto, considerando a atual taxa de câmbio. “Nossa projeção para o IPCA de 6,4% ao fim deste ano não embute nenhuma alta nos preços da gasolina, que pode levar o IPCA a superar o limite do teto da meta”, diz o Credit.

Ainda de acordo com o relatório do Credit Suisse, a estimativa é de que um aumento de 5% nos preços da gasolina nas refinarias até o início de dezembro elevaria a inflação medida pelo IPCA em 2014 em 0,15 ponto porcentual.

“Para 2015, prevemos um aumento nos preços de refinaria de 11%. Além disso, assume-se uma retomada do imposto sobre os combustíveis, a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), para R$ 0,09 por litro no primeiro trimestre. Essa taxa só iria aumentar o preço da bomba de gasolina em 3%”, dizem no relatório os economistas do banco.

Assim, de acordo com eles, o restabelecimento da Cide combustíveis e o alinhamento do preço interno com os níveis internacionais implicaria em um aumento do preço da gasolina de 11% na bomba em 2015, cujo impacto sobre a inflação medida pelo IPCA seria de 0,4 ponto porcentual em 2015. 

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