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Gasolina: distribuidoras fiscalizam qualidade

Algumas distribuidoras estão realizando programas de certificação da qualidade para evitar fraudes aos seus produtos. A razão é que existem postos de gasolina misturando solventes industriais, água ou adicionando mais álcool anidro do que o permitido por lei.A Shell iniciou no ano passado o programa DNA Shell que, através da tecnologia nuclear, modificou uma molécula de sua gasolina. De acordo com o chefe de produto da empresa, Leonardo Pontes, esta mudança tornou praticamente impossível a adulteração do combustível. "Dos diversos componentes da gasolina, um foi retirado e recebeu características únicas, como um código genético, uma impressão digital, que define a marca Shell", explica Leonardo Pontes.A empresa desenvolveu o seu próprio sistema de fiscalização da gasolina. A Shell tem centenas de laboratórios móveis, que funcionam em vans e testam a qualidade dos combustíveis comercializados em postos com sua marca em todo Brasil.Leonardo Pontes destaca que os postos da marca Shell que não vendem a gasolina do programa são descredenciados. "Nestes últimos anos descredenciamos cerca de 700 postos por problemas de má conduta na comercialização da gasolina", ressalta o chefe de produto da Shell. Ele explica que a fiscalização e o programa servem para denunciar à policia e à Agência Nacional de Petróleo (ANP) os postos que estão vendendo produto adulterado.EssoA Esso tem uma iniciativa parecida, chamada de Gasolina Garantida Esso. De acordo com o gerente da região Norte e Nordeste da empresa, Glauco Bastos, o programa teve início em 2000 e serve como um sistema de certificação de gasolina sem adulteração. "Temos um componente químico em nossa gasolina que só pode ser detectado em testes realizados por técnicos da empresa", alerta Glauco Bastos.Além da mudança do componente, a gasolina dos postos Esso é colorida. A gasolina comum tem um corante vermelho e a gasolina aditivada tem um corante verde. O combustível tem a certificação de qualidade do Instituto Nacional de Normalização, Metrologia e Qualidade Industrial (Inmetro). De acordo com gerente da empresa, as bombas de gasolina possuem visores transparentes que facilitam a identificação do combustível pelo consumidor.A Esso também adaptou laboratórios químicos em furgões para realizar a fiscalização em postos de abastecimento. "Os postos que utilizam nossa marca e trabalham com combustíveis adulterados são denunciados aos órgão competentes e à polícia", avisa Glaucos Bastos. Ele conta que os laboratórios móveis realizam coletas e testes dos produtos em todo Brasil.Os frentistas dos postos que vendem a gasolina da Esso também foram treinados para explicar as desvantagens da gasolina adulterada. "Treinamos 18 mil frentistas em todo Brasil para auxiliar o cliente a abastecer o seu carro. Com esta atitude prezamos pelo bom atendimento dos nossos clientes", avisa o gerente da empresa.Veja nos links abaixo os principais problemas provocados pela gasolina adulterada nos veículos e como ser ressarcido em caso de danos materiais.

Agencia Estado,

24 de maio de 2002 | 14h10

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