Daniel Teixeira/ Estadão
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Gasolina fica 8% mais barata a partir de amanhã

Na prática, segundo fonte do setor, o litro da gasolina ficou R$ 0,0794 mais barato na refinarias, enquanto os preços do diesel automotivo foram reduzidos em R$ 0,0597

Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2020 | 13h28

RIO - Com a cotação do petróleo despencando no mercado internacional, a Petrobrás anunciou mais uma vez nesta segunda-feira, 20, queda nos preços dos combustíveis. O litro da gasolina ficou 8% mais barato em suas refinarias e o do diesel S-10 e S-500 para consumo automotivo caiu 4%.

Para o consumo em usinas térmicas, o S-10 foi revisado em 4,2% para baixo e o S-500, em  queda de 4,1%. A Petrobrás baixou também o valor do diesel marítimo em 4,1%.

Na prática, segundo fonte do setor, o litro da gasolina ficou R$ 0,0794 mais barato, enquanto os preços do diesel automotivo - S10 e S500 - foram reduzidos em R$ 0,0597.

Tradicionalmente, a Petrobrás anuncia as revisões de preços aos clientes com um mês de antecedência.

Para o especialista em Petróleo e Gás da INTL FCStone, Thadeu Silva, com a demanda em queda, por conta dos desaquecimentos de economias em todo mundo, a Petrobrás não tem outra alternativa a não ser baixar seus preços para brigar pelo mercado interno.

"A estatal apresentou um padrão de ajuste gradual nos últimos meses em relação à queda abrupta do mercado internacional. A lacuna (entre os preços externos e internos) agora está quase fechada", afirmou Silva.

Ele diz que, antes da crise ocasionada pela covid-19, a empresa estava praticando preços bem próximos dos de importação, e não deixava muito espaço para concorrentes. À medida que a cotação foi caindo nas principais bolsas mundiais de negociação, a estatal foi reajustando sua tabela lentamente.

"Tinha bastante espaço para o importador, porque o produto internacional ficou mais barato do que o doméstico. Agora, a empresa voltou a trabalhar com níveis bem próximos do período anterior à crise do coronavírus", acrescentou.

Considerando ainda o câmbio em alta, a possibilidade de importação hoje é nula, segundo o presidente da Associação dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo.

 

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