Gasolina importada começa a chegar em fevereiro

O primeiro carregamento de gasolina e diesel importados por uma empresa privada chega ao País na primeira semana de fevereiro. A Comércio e Indústria Brasileira (Coinbra) recebeu hoje a autorização de importação da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e prepara-se para ir buscar na Argentina 60 mil litros de gasolina e igual volume de óleo diesel. Os produtos deverão ser utilizados inicialmente para consumo próprio da empresa, que atua na produção de soja, café, açúcar e álcool.Serão quatro caminhões-tanque com produtos argentinos. "Vimos que este é o mercado mais barato para trazer pequenos volumes, mas no futuro poderemos buscar também no Caribe, na Venezuela ou até na Rússia", diz o diretor de Energia da Coinbra, Adrian Isman, que, coincidentemente, é argentino.A primeira importação, diz o executivo, servirá como teste. Depois, o objetivo é entrar de vez no fornecimento de combustíveis ao mercado brasileiro. "Podemos nos associar a uma distribuidora ou criar uma empresa própria", adiantou Isman. A empresa pode aproveitar o fato de produzir álcool em usinas no interior de São Paulo para obter vantagem competitiva na produção de gasolina C - vendida nos postos já com adição de álcool anidro.A Coinbra foi a segunda empresa a receber autorização para importação depois da abertura do mercado, no início do ano. A primeira, a trading inglesa Tramp Oil, ainda negocia com clientes e fornecedores os contratos para o primeiro carregamento, o que depende do comportamento dos preços no mercado internacional. O caso da companhia britânica é mais complexo, uma vez que os volumes - 30 milhões de litros de gasolina e 20 milhões de litros de diesel - são bem maiores, explica um executivo da trading. Liminares - As liminares obtidas pelas distribuidoras Total e Star isentando-as do pagamento da parcela referente ao PIS/Cofins na Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) puseram o setor novamente em estado de alerta. Outras 38 distribuidoras tinham liminares contra a cobrança de PIS/Cofins no final do ano e podem utilizar o mesmo recurso da Total e da Star, na avaliação do vice-presidente interino do Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz.As duas empresas pernambucanas conseguiram na Justiça que suas liminares antigas permanecessem, mesmo com a mudança na estrutura tributária do setor, e já vêm retirando produtos na Copene com a vantagem, o que pode ajudar para que Recife tenha a maior queda do preço da gasolina segundo a ANP, de 21% - a média nacional é de cerca de 11%.Sete empresas já recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ter o direito de comprar produtos sem o pagamento de impostos nas refinarias. Segundo Vaz, outras cinco companhias conseguiram a isenção de ICMS na Justiça desde o início do ano.

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