Gasolina mais barata em Fortaleza e Marília

Bastou o ministro de Minas e Energia Rodolpho Tourinho ameaçar intervir nos postos de combustíveis de Fortaleza para os empresários baixarem os preços do álcool e da gasolina. Fortaleza é considerada pelos fiscais do Ministério de Minas e Energia, como a capital brasileira em que os aumentos nos preços dos combustíveis foram maiores.A margem de lucros dos donos de postos de Fortaleza chegou a 36%, quando o tolerado pelo ministro Tourinho é de 15%. O presidente do sindicato dos donos de postos de combustíveis do Ceará, José Pessoa de Araújo, afirma que os preços baixaram porque as distribuidoras reduziram suas margens de lucro. O álcool, que estava sendo vendido a R$ 1,33 o litro, baixou 12% e agora está na bomba a R$ 1,18. A gasolina aditivada, que chegou ao preço de R$ 1,69, com a ameaça do governo baixou R$ 0,10 está sendo vendida a R$ 1,59, redução de 6%. Justiça força postos a baixarem preços em Marília.Sete oficiais de justiça estavam empenhados e notificar os 41 donos de postos de combustíveis de Marília a dar cumprimento a liminar expedida pelo juiz da 3ª Vara da Comarca, Marcelo França de Siqueira Silva, que determinou a redução dos preços da gasolina e álcool, para que sejam estabelecidas as mesmas margens que eram praticadas antes dos reajustes registrados entre 16 e 17 de maio.A decisão judicial atendeu o pedido do promotor da Curadoria da Defesa do Consumidor, José Alfredo Sant´ana que acusou os postos de formação de cartel e estabelece multa diária de R$ 5 mil em caso de seu descumprimento. O pedido do curador teve por base laudos do Porcino e do Instituto de Criminalística de Marília, confirmando que após os reajustes, os postos aproximaram ou igualaram seus preços.Segundo Sant´ana, no caso da gasolina os aumentos variaram de 2,32% a 10,92%, enquanto que para o álcool, os reajustes oscilaram entre 3,75% e 22,38%. Com a decisão judicial, ele pretende que as diferenças de preços cobradas entre os diversos postos sejam preservadas. Isso será garantido pela própria liminar que obrigou os postos a praticarem as mesmas variações para os reajustes nos preços da gasolina ( 8,4%) e do álcool (19,25%).

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