Gasolina: pesquise o melhor preço

O consumidor deve estar atento ao preço da gasolina na hora de abastecer seu veículo. O governo propôs uma queda de 20% no preço dos combustíveis, porém nem todos os postos de gasolina estão reduzindo seus preços. A recomendação é que o consumidor faça uma pesquisa para encontrar as melhores opções. Desde o dia 8 de janeiro, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) divulga em seu site a pesquisa diária de preços da gasolina e do diesel cobrados ao consumidor em 820 postos de oito capitais do País: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife, Salvador, Porto Alegre e Curitiba (veja o link abaixo). A pesquisa é diária e mostra valores coletados no dia anterior, com identificação dos preços máximos, médios e mínimos apurados, e a variação em relação aos preços médios cobrados pelos postos em dezembro do ano passado, antes da abertura do mercado em 1º de janeiro último. Segundo a Agência, a pesquisa de preços tem como objetivos principais dar ampla divulgação ao consumidor das melhores alternativas de compra dos produtos e identificar eventuais infrações à ordem econômica que serão encaminhadas aos órgãos de defesa da concorrência - Secretaria de Direito Econômico (SDE) e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).PolêmicaÓrgão governamentais desconfiam de cartéis entre os postos de gasolina contra a redução de preço. O diretor da ANP, Luiz Nogueira Horta, garantiu que existem provas para esta desconfiança. O secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Paulo de Tarso, avisou que intensificará com o Ministério Público a repressão a estes cartéis. Já o ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, lembrou que vários processo contra cartéis estão para ser julgados pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).Do lado dos postos, o presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Luiz Gil Siuffo, disse que não há formação de cartel entre os postos de gasolina. Segundo ele, a responsabilidade pelos altos preços dos combustíveis é do Conselho de Política Fazendária (Confaz), formado pelos secretários de Fazenda de todos os Estados. De acordo com Siuffo, em 28 de dezembro os secretários estaduais de Fazenda alteraram a base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) para manter a mesma arrecadação. Ele informou também que a Fecombustíveis apresentaria na reunião um estudo para mostrar que não há formação de cartel e nem abuso de preço por parte dos postos. Veja mais informações no link abaixo.

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