Gasolina subirá mais que o anunciado, diz sindicato dos postos

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Paiva Gouvêa, disse hoje que não há como garantir que os postos revendedores irão adotar os reajustes dos preços dos combustíveis estimados pela Petrobras para as bombas. "A Petrobras está errada ao prever reajustes para os preços na revenda, pois o mercado é livre", disse. Segundo ele, "cabe a cada parte da cadeia de comercialização definir o seu próprio preço e responder por esse aumento ao consumidor".A Petrobras definiu reajustes de 4,8% para os preços do óleo diesel e de 2,4% para a gasolina na refinaria. A estatal estima que o aumento dos preços nas bombas dos postos deverá ser menor, de 3,8% para o diesel e de 1,6% para a gasolina. Segundo o sindicalista, "é preciso esperar para ver qual será o reajuste adotado pelas distribuidoras", para que os postos definam os percentuais de aumento. "A própria Petrobras repassa mais do que diz", disse Gouvêa, referindo-se à BR Distribuidora.O presidente do Sincopetro disse também que na semana passada as distribuidoras elevaram em R$ 0,03 o litro o preço da gasolina. "Esse aumento ainda não foi repassado para as bombas", afirmou. Citando dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), ele disse que a gasolina está custando nos postos R$ 1,99 o litro em média, enquanto o diesel custa, em média, R$ 1,42 o litro.

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