Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Gasto com seguro-desemprego contribuiu para superávit fraco, afirma Besi

Segundo o economista do banco de investimento, o governo gastou R$ 3,5 bilhões em março com o benefício; Besi irá revisar a estimativa para o resultado primário consolidado

Francisco Carlos de Assis, O Estado de S. Paulo

29 Abril 2015 | 10h29

SÃO PAULO - O resultado primário do Governo Central - consolidação das contas da Previdência Social, Tesouro Nacional e Banco Central -,  ainda que superavitário em março em R$ 1,46 bilhão, depois de um déficit de R$ 7,357 bilhões em fevereiro,  surpreendeu. A avaliação é do economista-sênior do Besi Brasil, Flávio Serrano. Ele esperava que essa rubrica viesse positiva em R$ 5 bilhões.

De acordo com o economista, houve surpresa negativa com  a arrecadação e as demais receitas também vieram fracas. "São as chamadas receitas diretamente arrecadadas. Além disso houve um custo maior com as despesas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) com abono e seguro-desemprego", disse Serrano, acrescentando que só com o seguro-desemprego o governo gastou R$ 3,5 bilhões em março.

Com o resultado do Governo Central em março, Serrano disse que o Departamento Econômico do Besi Brasil deverá reduzir sua projeção para o primário do setor público consolidado (Governo Central mais Estados, Municípios e estatais federais, exceto Petrobras e Eletrobrás) de atuais R$ 8,5 bilhões para algo entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5 bilhões. O resultado fiscal do setor público consolidado será divulgado amanhã pelo Banco Central. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.