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Parques da Disney reabriram, mas brasileiros estão impedidos de entrar no Estados Unidos e em outros países. Robyn Beck / AFP

Gasto de brasileiros no exterior é o menor para o 1º semestre em 13 anos

Em maio, os Estados Unidos anunciaram a proibição de entrada de viajantes estrangeiros provenientes do Brasil; outros países também adotaram a mesma medida

Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2020 | 10h17

BRASÍLIA - Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 3,573 bilhões no primeiro semestre deste ano, informou nesta terça-feira, 28, o Banco Central.

Na comparação com o mesmo período de 2019, quando as despesas no exterior totalizaram US$ 8,807 bilhões, a queda foi de 59,4%. Esse também foi o menor valor para o período desde 2007, ou seja, em 13 anos.

A conta de viagens internacionais registrou déficit de apenas US$ 72 milhões em junho, informou o BC. O valor reflete a diferença entre o que os brasileiros gastaram lá fora e o que os estrangeiros desembolsaram no Brasil no período. Em junho de 2019, o déficit nessa conta foi de US$ 1,150 bilhão.

Na prática, com o dólar em níveis altos e as limitações para que brasileiros possam viajar a outros países, os gastos líquidos no exterior despencaram 93,74% em junho deste ano. Vale lembrar que a pandemia do novo coronavírus ganhou corpo a partir de março, quando se intensificaram as restrições de deslocamento entre países. No dia 24 de maio, porém, os Estados Unidos anunciaram a proibição de entrada de viajantes estrangeiros provenientes do Brasil. Na esteira deste movimento, outros países também decidiram restringir a entrada de brasileiros.  

O desempenho da conta de viagens internacionais no mês passado foi determinado por despesas de brasileiros no exterior, que somaram US$ 239 milhões – queda de 84,32% em relação a junho de 2019. Já o gasto dos estrangeiros em viagem ao Brasil ficou em US$ 167 milhões no mês passado, o que representa um recuo de 55,35%.  

No primeiro semestre, o saldo líquido da conta de viagens ficou negativo em US$ 1,735 bilhão. Este valor é 69,72% menor que o visto em 2019.  

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