Gasto dos norte-americanos dá sinais de queda, diz NYT

Queda no consumo poderia afetar de vez a economia dos Estados Unidos no meio do ano eleitoral

14 de janeiro de 2008 | 17h37

O gasto dos norte-americanos, uma grande proteção contra a recessão durante o ano passado mesmo com o aumento dos preços da energia e a crise no mercado imobiliário, começou a cair em todos os níveis de renda da economia dos Estados Unidos. A afirmação é de uma reportagem do jornal The New York Times publicada nesta segunda-feira, 14.   A queda repentina aumenta a possibilidade de o país esteja vivenciado um raro declínio no consumo pessoal, e não apenas uma taxa de crescimento mais lenta. Essa diminuição poderia ser a primeira desde 1991, e iria muito possivelmente levar toda a economia a uma recessão no meio do ano eleitoral.   Sinais especulativos dão conta de que no começo de dezembro os norte-americanos cortaram significativamente o consumo pessoal, responsável por 70% da economia do país.   Diversas lojas registraram uma queda no crescimento no mês passado, e em muitos casos uma diminuição nas vendas. A empresa de cartões de crédito American Express anunciou que desde o começo de dezembro o índice de gasto de seus clientes caiu 3 pontos porcentuais, a primeira queda desde a recessão de 2001.   E a confiança do consumidor, uma importante medição da saúde econômica, também caiu. Andrew Kohut, presidente do Pew Research Center, afirmou que a satisfação do consumidor com a economia chegou ao menor nível em 15 anos, de acordo com o índice do instituto.   Existem muitos economistas, porém, que afirmam que não haverá recessão. Alguns dizem que, enquanto a renda não cair - o que ainda não aconteceu -, o gasto do consumidor vai se manter. De acordo com eles, o que aconteceu em dezembro foi uma queda temporária.   Os números oficiais ainda não mostram uma queda no gasto dos consumidores, mas sugerem que no final de 2007 as vendas nos setores de veículos, móveis, materiais de construção e cuidados de saúde desaceleraram, segundo Mark M. Zandi, economista-chefe da Moody’s Economy.com.

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